quinta-feira, 13 de março de 2014

Capítulo 16


Lowis e Adam decidiram ir atrás de Rose e Carl para se unirem contra os vampiros.
- Vocês estão loucos? O que estão pensando?- perguntava Rose e Carl a eles. Depois Lowis não entendeu nada do que eles falavam, pois eles gritavam juntos ao mesmo tempo dizendo tudo misturado.
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Calados!- gritou Adam.
Todos ficaram mudos.
- Podem tentar nos ouvir pelo menos por um minuto?- perguntou Adam à eles.
Rose assentiu. Carl continuou parado.
- Lowis. Pode começar. - disse Adam.
- Então. Sabe aquele livro que nós escrevemos?
- Sei- disse Rose.
- Na verdade eu escrevia sempre que tinha um sonho. Mas esses sonhos começaram a parecer muito real, ultrapassando os limites dos sonhos e vindo para o mundo real, possuindo meu pai, falando comigo acordada, etc e tal. Mas esses vampiros que eu escrevi no livro são tão reais quanto nós e agora estão furiosos comigo por que o que eu escrevi envolve tudo sobre eles. Eles querem vingança por eu estar expondo eles.
- E como nós podemos ajudá-los?- perguntou Rose.
- E como nós podemos ajudá-los?- repetiu Carl indignado. - Vocês ficaram totalmente malucos! Gente! Nós somos apenas quatro humanos contra vários vampiros! Não temos chances!
- Se nunca tentarmos jamais saberemos. - disse Rose.
- Rose. Você e a Lowis são as duas pessoas mais estranhas que eu já conheci em toda a minha vida! Vocês duas não tem medo de nada e isso é muito surreal além da conta! Nós podemos morrer!- gritava Carl.
- Melhor morrer lutando do que morrer sem lutar!- disse Adam.
- Melhor fugir dos vampiros do que morrer lutando!- retrucou Carl.
- Você está se fazendo de burro ou é idiota assim mesmo?- perguntou Rose. - Presta a atenção! Nós também estamos envolvidos nessa confusão toda! Acorda seu trouxa! Não tem como nós fugir! Eles já estão na nossa cola desde que a Lowis entregou o filho dela para a velha, agora nós também estamos na mira dos vampiros!
Ele finalmente entendeu.
- O que vocês estão pensando em fazer?- perguntou Carl.
- Não sei exatamente. - disse Lowis. - Mas teve uma vampira que falou comigo uma vez, acho que se chamava Charllothe. Ela me parecia amigável. Talvez se nós pedíssemos para ela e seus amigos vampiros para nos ajudar?
- Você confia nela? - perguntou Adam.
- Acho que sim. Ela tentou me convencer de não publicar o livro... Isso me parece amigável para um vampiro. - disse Lowis.
- E como faremos para acha-la?- perguntou Rose.
- Boa pergunta. - respondeu Lowis.
- Quando você conversou com ela. Aonde se encontraram?- Perguntou Adam.
- Não sei bem- ela pensou. - Me lembro de que eu estava em transe. Mas me recordo de alguns detalhes. Estávamos em cima de um prédio. Com certeza era aqui em Nova York. Nós estávamos na laje de um dos maiores prédios de Nova York, Mas ele era um pouco diferente, parecia antigo, mas chique.
- Então vamos achar o maior prédio de Nova York e procurar por pistas para acharmos essa tal de Charllothe.
- O.K. -disse Carl. - Mas se vocês não sabem, em Nova York há centenas de prédios enormes.
Todos ficaram tensos por um segundo até que Rose quebrou o silêncio:
- Então vamos começar agora! Temos muito trabalho pela frente.
Lowis e Adam assentiram. Carl deu de ombros.
- Começamos amanhã?- perguntou Rose.
- Eu gostaria de começar agora, mas está muito tarde. - disse Adam.
- E por caso de segurança é melhor você e o Carl dormirem aqui hoje. - disse Lowis à Rose.
- Por mim tudo bem. - disse Carl.
- Vocês sabem onde é o quarto de hospedes. Fiquem a vontade como sempre. - disse Adam.
Depois todos foram dormir. Lowis não conseguia fechar os olhos, ela estava preocupada dom seus amigos e com Adam. Ela os colocou nessa confusão toda por causa de sua desobediência. Mas algo dentro dela dizia que eles iriam ganhar.
Então finalmente ela conseguiu fechar os olhos e começou a sonhar.
Ela estava numa casa que nunca havia visto antes, mas de algum modo ela sabia que ali era seu lar. Lowis estava deitada num sofá de estampa florida e com uma manta sob seu corpo. Epa. Espera aí! Ela estava grávida, aparentemente de sete meses, ela se sentou com dificuldade e acariciou a barriga em dúvida se aquilo era um sonho ou a realidade. Depois ela olhou em volta admirada com aquela casa. Era uma simples casa, mas com um brilho de felicidade. Lowis começou a ficar de pé ela reparou que estava com um vestido rosa com vários corações desenhados na parte da saia, o vestido ia até em cima do joelho, Lowis estava descalça. Ela começou a reparar nos detalhes da casa. Os móveis eram aparentemente novos a sala não era grande, mas também nem tão pequena. Havia uma estante que lhe chamou a atenção, parecia a mesma da casa de seu pai daquele dia que ela teve uma discussão com ele e a sua bouça estourou mas em vez de marrom a madeira era cor caramelo. Ela percebeu que na estante havia fotos dela que nunca havia visto. Os raios do Sol iluminavam a estante, o piso, o tapete, o sofá e um pedaço da parede. Lowis começou a se aproximar da estante para ver melhor aquelas fotos. Quando já estava perto ela pegou uma das fotos e se viu com mais três garotas, que ela nunca havia visto em toda a sua vida, mas na foto elas pareciam ser amigas. Na foto mostrava uma garota loura de cabelos compridos e ondulados do lado direito, do lado esquerdo tinha uma mocinha de aparentemente 18 ou 19 anos, de cabelos castanhos e olhos aparentemente claros e por fim a Lowis, mas algo estava errado. Elas vestiam uma roupa clássica, um vestido que ela nunca havia colocado e muito menos visto. Ela colocou a foto de volta ao seu lugar e pegou outra. Nessa estava aquele tal de Bernad ao seu lado sorrindo com aquela cara de idiota. Lowis não entendeu, pois só havia o visto uma vez em toda a sua vida e que se lembrasse naquele dia ela não tinha tirado foto alguma com ele, muito menos usava um vestido longo do século XIX naquele dia em pleno ano 2011! Lowis colocou a foto no lugar e se virou para se retirar daquele lugar perturbador, mas uma foto lhe chamou a atenção. Ela a pegou e ficou olhando pasma. Na foto estava ela com aquele mesmo vestido das outras fotos, com aparentemente 18 anos, mas ao lado estava a sua mãe! Impossível! Sua mãe havia morrido quando ela tinha 6 anos, e agora aparecia ao seu lado nessa foto com a Lowis já passado da adolescência? Isso só podia ser um sonho ou alguém querendo zoar com a sua cara. Lowis jogou a foto no sofá e começou a subir as escadas de degraus cor de caramelo e corrimão branco, ela olhou para trás e reparou que aquele Sol que raiava a casa era o Sol das 09h00min AM. Ela continuou subindo e quando chegou ao topo se deu com um corredor de quartos. Do lado direito havia duas portas e do lado esquerdo quatro portas. Sem saber o porquê, Lowis abriu a porta dois do lado esquerdo. Quando entrou percebeu que havia um garoto deitado dormindo. O quarto dele era um típico quarto adolescente, com pôsteres de bandas e carros. Tinha um computador e as paredes eram azuis, com algumas roupas no chão. Lowis se aproximou e sentou na cama e começou a acariciar o garoto era o mesmo que a salvara no prédio da April Everyday. Então ele abriu os olhos. Eram da mesma cor dos seus, verdes. Ele começou a se sentar, parecia surpreso por ela estar ali, em seguida ele passou suas mãos na barriga de Lowis e disse:
- Você teria coragem de amaldiçoá-lo?- perguntou o garoto apontando para o bebê na barriga de Lowis.
Lowis não respondeu. Mas como ela iria responder uma pergunta dessas? Ela já havia feito isso uma vez. Ela dera seu único filho às trevas. Mas ela havia se arrependido, se pudesse ela mudaria tudo, fugiria da velha lá no circo, correria e diria a Adam para fugirem até Polinésia Oriental e se esconderem na Ilha de Páscoa, ou talvez meter uma bofetada na cara da velha e sair correndo antes que a polícia visse e os acusasse de bater em velhinhas inofensivas, é isso não foi uma boa ideia. Então como responder essa pergunta? Sim ou não? Eis a questão.
- Não vai me responder?-perguntou ele, mas Lowis tentou mudar de assunto.
- Qual é o seu nome?
- Kevin.
- Kevin?
- Sim. Por que o espanto?
- É por que você tem o mesmo nome do meu filho.
- Já escolheu o nome para ele? - perguntou Kevin apontando novamente para a barriga dela.
- Não. Não este bebê.
- Você tem mais filhos?
- Sim. Um.
- Quantos anos?
- 15 anos.
- Nossa! Eu tenho 15 anos. - ele franziu o cenho. - Qual é o seu nome mesmo?
- Lowis. Mandy Lowis Del Simon.
Então aquele dia de sol se tornou noite e tudo pareceu ficar obscuro. Kevin estava com os olhos arregalados. Lowis não entendia mais nada.
- O que foi Kevin?
Então ele se transformou em um pássaro enorme, ou melhor, um homem-pássaro cinza com garras e presas afiadas e depois desapareceu voando pela janela e sumindo na noite. Lowis continuou sentada sem entender o que estava havendo, então ela abaixou a cabeça e apareceu em um campo, um lindo campo, com grama verde e vários girassóis enormes, ela estava encostada em uma árvore com um livro sob seu colo. Lowis não estava mais grávida e agora usava um vestido longo e apertado, apertado demais além da conta em sua cintura. De repente uma moça com vestido do século XIX estava sentada ao seu lado.
- Olá. - disse ela.
Lowis se assustou, mas quando olhou a garota relaxou um pouco.
- Quem é você?
- Hummm. Dica: Você escreveu sobre mim no seu livro.
Mais um vampiro idiota querendo me dar lição de moral, quer ver?-pensou Lowis.
- Tá. Quem é você? e o que quer?
- Sou uma amiguinha do Bernad.
Amiguinha do Bernad? Então não deve ser boa coisa, pensou.
- Bernad? Aquele chato? Ah. Diga logo o seu nome.
Aloura suspirou e por fim disse:
- Lisa Jane.
- Acho que eu escrevi sobre você. A garota conversando com o pateta do Bernad. A loura bonita do reflexo no vidro.
Lisa Jane inclinou a cabeça levemente para o lado e disse:
- Loura bonita? Obrigada pelo elogio. - disse sorrindo.
- Me diga o que você quer?
- Eu tenho um bando de vampiros. Bernad se rebelou contra nós então não o temos mais. Mas eu preciso de vampiros poderosos do meu lado e eu quero você do meu lado.
Lowis pensou no papo que teve com Adam, Rose e Carl. Eles precisavam de aliados fortes para não morrer graças os vampiros fofoqueiros, entre eles a campeã Lauren Muyputt, eles haviam combinado em procurar por Charllothe, mas mal sabiam por onde começar, então por que não se juntar a Lisa Jane.
Lowis riu e depois disse:
- Eu topo. - disse ela.
Lisa Jane pareceu não acreditar.
- Você está falando sério? Sério mesmo? Eu não posso acreditar que você aceitou! Todos os vampiros dizem que você é a maior cabeça dura! Mas você é um doce!
Doce? Eu? - pensou Lowis.
- Quando nos encontraremos?- perguntou Lowis.
- Amanhã. No Neshpark.
- Combinado.
- Não esqueça. Uma pessoa quer te ver.
- Que pessoa?
Então Lowis acordou.
Era 23h00min PM ainda. Aquele sonho pareceu muito longo e ela só dormiu por dois minutos!? Muito surreal! Ela olhou por alguns minutos para a janela e depois aos poucos voltou a dormir sem sonhar.
****
Era de manhã. Elizabeth havia dormido no apartamento de Angel. Lauren ainda estava nervosa e dolorida pelo soco de Angel e aparentava estar com ciúmes de Elizabeth.
- O que você pense que está fazendo?- perguntou Lauren á Angel.
- Do que você está falando?
- Eu estou falando dessa Elizabeth! Um dia você me falou que a odiava e agora a trás para dentro da sua residência?! Você realmente é louco ou bipolar!
- Você não faz ideia de como ela é!
- Ela não é mais forte do que nós juntos!
- Está errada. - disse Elizabeth sentada no sofá como se estivesse ali há horas.
- Por que você não bate as suas asinhas e some daqui?- perguntou Lauren.
- Por que eu preciso de uma ajuda extra contra quem eu odeio.
- Quem você odeia?
- Ahhh. Poucos. Mais ou menos mais que a metade de cada país. Mas isso não vem ao caso, o importante é que a Katrina merece uma punição por ter me trancado naquele inferno de subterrâneo! Ela e todos que se aliam à ela!
- Que seja. Quando começamos para eu me livrar logo de você?- perguntou Angel.
- Hoje à noite. - disse Elizabeth com um breve sorriso.
  ****

quarta-feira, 5 de março de 2014

Capítulo 15


Quando chegou a sua casa, Lowis se jogou porta a dentro caindo no chão.
- Lowis? O que aconteceu- perguntou Adam vendo a situação perturbadora dela.
- Eu vi... - ela começou a respirar com dificuldade.
- Viu o que?
- Eles... - ela arregalou os olhos. - Eu os vi...
- Eles quem?!
- A morte.
  Adam quase saiu correndo.
- Do que você está falando?
- Lauren agora também é um!- disse ela batendo a cabeça na parede.
- Um o que?
- Um vampiro!
Ele duvidou.
- Como? Impossível! Quem seria o louco de transformar a Lauren?
- O Angel.
- O cara que a Elizabeth vive dizendo nos seus sonhos?
- Sim.
- E como você tem tanta certeza?
- Por que eu acabei de me "encontrar" com eles.
- O que aconteceu realmente?
- Eu saí em busca da Lauren por que eu tive uma estranha sensação de que ela iria me ferrar por ter escrito sobre os vampiros no meu livro. Daí alguém me puxou para um beco e quando me virei o cara disse que eu sabia quem ele era. Então eu falei que ela era o Angel, pois as descrições eram as mesmas. Ele me deu algumas bofetadas sem motivos. Depois a Lauren apareceu. A Elizabeth possuiu o meu corpo e ela foi embora deixando a Lauren desacordada no chão do socão que ele deu nela. Daí eu saí correndo antes que ele voltasse.
Barulhos de grilos soaram. Adam continuou mudo e por fim disse:
- Eu não entendi nada do que você disse.
- Ahhh. Você não vai me fazer repetir tudo de novo, vai?
- Resumindo, o que aconteceu?
- Angel estava atrás de mim por que eu escrevi sobre ele no meu livro.
- Lowis...?
- O que?
- Como ele sabia?
- Lauren contou... Aquela língua solta...
- Quem mais sabe...?
- Uma tal de Charllothe e acho que Katia ou será Katrina? Ahhh! Que seja! Resumindo acho que mais cinco sabem.
- Lowis...?
- O que Adam?!- ela estava começando a ficar histérica.
- Quantos vampiros você sonhou e colocou no livro?
- Hummm... - ela pensou- Uns cento e vinte. - e deu de ombros.
O queixo de Adam caiu.
- Tá brincando?
- Por quê?
- Lowis! Você não percebe?
- Percebo o que?!
- Você escreveu sobre os vampiros! Todos eles! E agora eles estão zangados e querem acabar com alguém que está expondo eles! E esse alguém é você! Seus sonhos são visões!
Lowis não estava entendendo, mas estava gostando. Mas por que tudo isso a estava deixando excitada? Em vez de ficar com medo ela estava querendo arranjar briga. Queria lutar contra eles. Tudo isso por causa de um simples livro? Vampiros idiotas! Até parece que os humanos iriam acreditar em vampiros! Mas ela estava sentindo um tipo de adrenalina na veia a chamando para arranjar encrenca.
- Deixe que eles venham. – disse Lowis.
Adam quase gritou.
- Você...? Lowis...? Cadê o seu juízo? Quer morrer?
- Nós damos um jeito. - disse ela tranquilamente.
Ele não estava acreditando no que estava ouvindo.
- Lowis. Docinho. Há um minuto você chegou aqui morrendo de medo de um vampiro. E agora me diz que quer lutar contra cento e não sei quantos vampiros?
- Sim. – disse tranquilamente.
Ele colocou as mãos no rosto deixando só um olho a mostra. Entre as mãos na boca ele disse:
- Você é inacreditável!
- Eu sei. Você vai me ajudar?
- No que?
- Nisso.
- Nisso o que?
- Na batalha contra os ordinários.
Ele iria falar algum palavrão feio. Ou chacoalhar ela até que ela acordasse. Ou dar um tabefe nela para recuperar o juízo ou sair correndo e fugir para a África, Japão ou Vênus. Mas em vez disso ele somente disse:
- Estamos nessa juntos.
Ela deu um sorriso e ambos apertaram as mãos.
                                                                                                  ****
Elizabeth já estava farta de tanto esperar por Angel. Ela o havia hipnotizado a mais ou menos meia hora. Ela não aguentava mais ficar presa ali.
Então alguém abriu a porta de aço que a trancava naquele subterrâneo. Era Angel com cara de pateta, como sempre, pensou.
Ele somente ficou parado. Então Elizabeth estalou os dedos para tira-lo do transe. Ele acordou confuso sem saber como havia chegado ali. Então quando ele a viu ele entendeu.
- Você...!?
- Olá Angel. Quanto tempo, não?
- O que você fez comigo?- disse ele entre dentes.
- Ahhh. Nada demais.
- Eu devia arrancar a sua cabeça!
- Ahhh você não vai fazer isso. 1º por que eu sou mais forte e 2º por que você não vai fazer isso! - Ele ficou mudo então ela prosseguiu - Preciso de um favorzinho seu.
- Até parece que eu vou te ajudar em algo.
- Ahhh... Até parece que você não vai me ajudar em algo. Se não eu acabo com você.
Ele pareceu se render.
- No que eu tenho que te ajudar?
- Primeiro em me vingar de quem me trancou aqui.
- Quem?- perguntou ele fingindo interesse.
- A Katrina.
                                                                                                      ****
- E aí? Não vão mesmo responder?- perguntou Kevin.
Katrina e Charllothe ficaram mudas.
- Ok. Eu vou repetir o que perguntei. Vocês vão atrás de quem?
- Ele precisa saber.- disse Charllothe.
- Preciso saber do que exatamente?
Katrina respirou fundo.
- Que estamos indo atrás de sua mãe.
Ele paralisou.
- Isso é uma piada?
Elas ficaram sérias, então ele concluiu:
-Isso não é uma piada.
                                                                                                     ****
-  Aquela vagabunda? - disse Angel
- É aquela vagaba... olha só você vai me ajudar se não eu mato você tá me entendendo?
- Eu não vou te ajudar!! Eu vou atrás da Lowis ela tá me expondo naquele livrinho idiota!! Não deve ser tãão idiota assim porque tem eu né - disse ele com um sorriso de deboche - mas mesmo assim ela me irritou
- Olha aqui seu paspalho, você não sabe o que vai te acon... - houve um breve silencio - não importa você vai me ajudar com aquela vagabunda ou não?
- Olha só quem esta falando.
- Como assim? - disse ela virando a cabeça para o lado meio confusa
- Nada. Esquece. Eu não quero te ajudar não entende?
- Ahhh. - rosnou Elizabeth.
- Sabe por quê? Porque você que me transformou nesse monstro que sou hoje, e outra eu te odeio - disse ele com jeito de criança dando de ombros para um brinquedo que queria e seu pai se negou em dar.
Elizabeth ficou olhando para Angel com uma cara de inocente, mas com malícia no olhar, depois se aproximou vagarosamente dele quase que desfilando pôs uma de suas mãos no pescoço de Angel e apertou com toda força.
- Olha aqui criança - disse ela entre dentes - eu acho que você vai me ajudar sim não vai? - disse ela com uma voz maliciosa e sexy e sufocando Angel. - você está me entendendo? Eu que te dei poderes você tem que me agradecer está entendendo? - Ela chegou bem perto da boca e do rosto vermelho de Angel devido à pressão de sua mão e sussurrou - Anjo você vai eu sei que vai você quer não é mesmo?
- Não. - disse ele com dificuldade.
- Não seja mal educado neném - disse ela passando o dedo indicador nos lábios de Angel - me respeite
- Eu... Te... Odeio... Sua...
- Sua, o que? - disse ela maliciosa ainda e com o dedo nos lábios de Angel - Eu sei que você me odeia - ela foi se aproximando da boca de Angel e deu um breve beijo de satisfação nele, mas o seduzindo. Ela soltou o pescoço de Angel e se afastou lambendo os lábios.
- E agora? Me odeia ainda?
- Desgraçada, vagabunda, como pôde fazer isso? Te odeio mais ainda. - gritou ele todo suado.
- Então vai me ajudar.
- Hã? Como assim?
- Se você não me ajudar vou fazer isso de novo me entendeu?
- Vagabunda.
- Tá Angel, eu já entendi.
- Não acredito que fez isso
- Quer outro?
- Não obrigada. Muito obrigada.
- Vai me ajudar então não é querido?
- Vou! - disse com o ódio a flor da pele.
- Então vamos.                                                  
     ****

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Capítulo 14


- O que você disse? - gritava Angel desesperado
- Eu disse que a Lowis sabe quem você é, e vai expor você e todos os outros vampiros aos humanos. - disse Lauren
- Não pode ser! Não pode ser! Que merda!
- O que vamos fazer?
- Eu não faço a mínima ideia! Se ela nos expuser seremos caçados! Ou viraremos cobaias!
- Mas nós somos mais fortes do que os humanos.
- Mas eles têm tecnologia! Armas, bombas, venenos... Preciso falar mais para você entender? Sua burra!
- Tá! Calma!
- Calma o caramba! Essa Lowis é uma desgraça! Como pode ser tão tola?
Angel olhou para o chão durante uns segundos.
- No que está pensando?- perguntou Lauren.
- Acho que tive uma ideia.
- Diga.
- Vamos raptar ela e mandá-la acabar com essa palhaçada senão... Ela morre.
- Boa ideia.
Ele olhou para a janela.
- Vamos agora. - ordenou ele.
Então eles saíram em busca.
                                                                                    ****
Lowis continuava andando rápido. Ela estava aflita com algo que viu nos olhos de fofoqueira da Lauren, essa loira iria aprontar uma das suas e Lowis precisava encontrá-la antes dela abrir a boca para alguém.
Então Lowis escutou a voz da Elizabeth:
"- Lowis. Chegou a hora do nosso trato".
Lowis olhou em volta, mas não viu ninguém. A rua estava completamente deserta, escura e silenciosa. Muito silenciosa. Muito silenciosa além da conta.
Ela sentiu um calafrio percorrer sua espinha, e nem sabia o porquê. Então seus passos ficaram mais lentos. Ela tinha uma súbita sensação de que alguém a seguia. Ela olhou para trás, mas não encontrou ninguém. Ela se virou e continuou andando, só que agora mais acelerado. Seu coração batia muito rápido e a deixava sem fôlego. 
Então de repente alguém a puxou para um beco escuro que dividia dois prédios enormes. Esse alguém tapou a sua boca e disse:
- Não grite para não chamar atenção e nem tente nenhuma gracinha se não você morre. O.K.? - era uma voz de homem.
Ele a jogou no chão com muita força e depois a olhou com melancolia, devagar ele foi se aproximando de Lowis, se ajoelhou na frente dela e então segurou o cabelo dela com violência.
– Mandy Lowis Del Simon. – disse ele.
– Como sabe o meu nome? – perguntou ela agonizada com a dor no couro cabeludo devido à força dele.
– Pergunta errada - disse ele puxando seu cabelo com mais força, Lowis gemeu de dor.
– Quem é você?
– Ahhh! – disse ele fingindo alegria- Você não sabe? Até me colocou no seu livrinho! Como não sabe quem eu sou? Olhe bem para mim que com certeza você lembrará!
Eu não devia ter saído da editora, mas agora já era. Pensou Lowis.
Ela começou a reparar no rapaz. Não dava para ver muito as suas feições, mas dava para identificar que ele vestia uma jaqueta jeans, calças pretas e uma bota que lembrava as dos assassinos de filmes sangrentos. Tinha cabelos pretos e era muito branco. Ela já sabia quem era o seu novo "amiguinho".
– Angel. Você é o Angel- disse ela com nojo.
– Parabéns! Você merece um tapa por ser tão esperta!
Então ele lhe deu uma bofetada que a fez virar o rosto com o impacto. Ela virou o rosto para ele e gritou:
– Eu vou acabar com a sua raça! Seu ridículo! Monstro! Ordinário!
Ele lhe bateu novamente.
 – Cale a boca! Sua idiota! Isso é pouco pelo o que você vai me fazer passar!
– Do que você está falando? Seu retardado!
Ele a agarrou pelo pescoço tapando todo seu ar.
– Se você publicar o seu maldito livro eu serei caçado pelos humanos. - falou ele entre dentes.
– Azar o seu. - disse ela dando de ombros.
Lowis viu um brilho maligno nos olhos dele.
– Como se atreve falar assim comigo? Você perdeu o juízo?- gritava ele. 
– Na verdade eu nunca tive juízo. - respondeu ela com um sorrisinho na face. - E para de gritar para não chamar atenção! – gritou ela rindo e repetindo o que ele havia dito a menos de um minuto atrás.
Ele se levantou deixando ela ainda estirada no chão e parou diante dela. 
– Você deveria se desculpar! – sussurrou ele.
Ela riu alto.
– Até parece! – disse ela.
Ele se ajoelhou novamente e começou a apertar seu pescoço mais uma vez e com mais força.
- Peça perdão!- disse ele.
- Já... Disse que... Não!- dizia ela sufocada.
Ele apertou mais e mais, mas Lowis era do tipo pirracenta que nunca desiste. Então Angel a soltou no chão tentando recuperar o fôlego. Ele se virou de costas para Lowis e disse ainda virado:
- Você é ainda mais difícil do que eu imaginava. Então vou ter de pegar mais pesado com você.
- Mais pesado do que quase me matar asfixiada? Acho meio improvável. - disse ela sorrindo falso e se colocando de pé.
Ele se virou e viu a expressão dela. Ele não acreditava em como ela era estranha. Não estranha na aparência, mas sim no modo de como ela se comportava perto de um vampiro perigoso como ele. Ela se comportava como um jogador com a melhor carta pronto para jogar. E isso lhe deixou um pouco cismado.
- Não vai continuar me batendo?- perguntou ela - Ou está com medo?
- Por que eu teria medo de uma simples humana como você?
- Não sei... Que tal você me responder essa pergunta?
- O que você está tramando?
- O que você está tramando?! Que eu saiba foi você quem me puxou para esse beco e começou a me dar pancadas só por que a simplória da Lauren te falou sobre meu livro!
- Como tem tanta certeza de que foi ela? – perguntou Angel surpreso.
- Por que ela está bem atrás de mim neste momento.
Lauren estava mesmo atrás de Lowis. Mas como ela sabia que a loira estava atrás dela? Angel se surpreendeu. Lauren quase saiu correndo, mas continuou parada. Depois de um segundo Lowis se virou para Lauren.
- Você não muda nunca, não é? Sempre fofoqueira! Um dia você morrerá e eu pessoalmente arrancarei a sua língua e a colocarei do lado do seu corpo em outro caixão de tão grande que ela é!- berrou.
- Ahhh me poupe! Você faz as suas gracinhas e depois a culpa é minha?- perguntou Lauren.
- De que gracinhas você está falando? – perguntou Lowis.
- De expor nós ao mundo inteiro!
- Nós? Hahahahahahahahahahahahahahaha... Você disse: nós?! Hahahahahahahahahahahahaha...
- Pare de rir!- gritou Lauren.
- Eu não estou nesse seu "nós". Que eu saiba, eu não sou vampira!
- É sim! - disse Angel.
- Não sou! - ela discordou.
- Chega de papo. Vamos levá-la para o nosso apartamento- disse Angel para Lauren
- Não!- gritou Lowis- Não vou com vocês a lugar nenhum!
- Ahhh! Vai sim. - disse-lhe Angel.
Lowis fechou os olhos prendendo os pés no chão enquanto Angel tentava puxá-la. Então Lowis, com toda a sua força mental, chamou por Elizabeth:
"Elizabeth, eu estou com o Angel, ele está querendo me matar, tire ele logo de perto de mim! Você me prometeu que o hipnotizaria antes de me fazer algo! Anda sua lerda!"
Então Lowis sentiu a coisa mais estranha que havia sentido em toda a sua vida. Sentiu como se alguém tivesse entrado dentro dela. Como se houvesse duas Lowis em um só corpo. E ela agora falava com Angel, mas não era a verdadeira Lowis que falava, mas sim a "hospede" dentro dela:
- Angel, chegou a hora de você me dar uma mãozinha. - disse ela.
Angel estava paralisado, como se estivesse hipnotizado.
- Vamos. Venha me salvar.
Então ele começou a andar. Lauren estava confusa.
- Angel! O que está fazendo?- perguntava a loira de olhos cinza.
Ela se aproximou dele, mas ela a atirou longe a deixando inconsciente. Então ele se fora sumindo na névoa.
Lowis sentiu a "outra" saindo de dentro dela. Depois começou a correr pelas ruas em direção à sua casa.
****
Katrina estava no salão principal quanto ouviu gritos:
- Katrina! Katrina! Katrina! - Charllothe entrou correndo abrindo as portas e correndo pelas salas.
  Katrina se pôs de pé.
- O que aconteceu?
Charllothe respirava com dificuldade.
- Temos sérios problemas!
- Diga!
- O livro de Lowis já foi publicado! Angel sumiu e todos acham que ele foi salvar a Elizabeth e o pior...
- O que é pior saber que seremos caçados por humanos e pela Elizabeth toda furiosa?
- Bran, Stephenie, Rick Jordan e Natalia voltaram querendo ver sangue! De todos nós!
Katrina gelou.
- Como você descobriu isso?
- Cassie, a vampira que mora em Los Angeles veio até aqui para avisar que vai começar uma batalha entre todos os tipos de vampiros!
- Mas por que?
- Eles viram que Lowis irá expor nosso mundo aos humanos e eles querem acabar com ela e com todos que estiverem envolvidos!
- Mas... Eles não sabem que ela pode acabar com eles...?
- Sim. Sabem. Mas também sabem que ela não sabe que tem poder de sobra para usar contra eles. Ou seja, eles sabem que conseguiram derrotá-la antes dela divulgar seu livro!
Katrina bufou.
- Tudo isso por causa de um simples livro...
- Não. Não é um simples livro.
- Não me diga que a Lowis...
- Sim.
- Então ela está entrando na mente dos vampiros e escrevendo tudo sobre nós?
- Exatamente.
- Temos que estar do lado dela!- Katrina pareceu se alterar- Se ao menos ela fosse menos cabeça dura e tivesse te escutado quando pediu a ela para não publicar...
- É. Mas ela não me ouviu.
- Vamos atrás dela.
- Atrás de quem?- perguntou Kevin entrando na sala.
- Ferrou- disse Charllothe.
- Eu tinha me esquecido dessa parte. O Kevin. - disse Katrina.
                             
                                                            ****

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Capítulo 13


Alguém estava em seu hotel, Angel podia senti-lo.
- Angel você está esquizofrênico, não há ninguém aqui. - disse Lauren.
- Eu não sou louco, eu conheço esse cheiro!- gritou ele.
- Claro que conhece. - disse uma linda voz de locutor
Angel se virou já sabendo quem encontraria.
- Bernad. O que faz aqui?
- Nada, somente visitando os velhos amigos.
- Saia agora ou eu te mato.
- Não tenho medo de nada, muito menos de você. Fiquei sabendo que a Lisa Jane veio te ver.
- Quem é Lisa Jane?- perguntou Lauren.
- Mas que mal educado da minha parte- ele beijou a mão de Lauren- deixe- me apresentar, eu sou Bernad Ankek. Qual o seu nome?
- Lauren Muyputt. - disse ela toda assanhada
- Bernad, fala logo o que você quer.
- Nada.
- Como assim nada? Você só procura por alguém quando precisa de algo.
- Não.
- Fale logo!- Angel já estava a flor da pele.
- Ao contrário, vocês precisam de mim.
- Para que precisamos de ajuda? Nem te pedimos nada. -disse Angel.
- Ah, precisam sim para matar Mandy Lowis.
Os dois arregalaram os olhos depois riram.
- Só há um jeito de matar ela, mas isso depende da própria Lowis.
Eles não entenderam.
- Explica isso melhor. - pediu Lauren.
- Nós não podemos mata-la, pois ela nos mataria à milhas de distancia se quisesse, mas ela pode se autodestruir.
- Como? Como? Como?- berrava Lauren impaciente
- Calma! - disse Angel à Lauren, depois se virou para Bernad- Fala como ela pode se autodestruir.
- Vai chegar uma hora que ela vai necessitar de sangue e se não beber morrerá.
- E quem garante que ela não vai beber?- perguntou Angel.
- A mãe dela fez isso, ela também fará, só precisa de um empurrãozinho da parte de algum amigo.
Os dois olharam para Lauren.
- Ahhh! Nem vem! Eu não volto mais para aquela editora!
- Você não quer ver a Lowis se danar?- perguntou Angel
- É claro que quero!
- Então nos ajude!- exclamou Bernad.
- E qual é o seu interesse na morte dela?- perguntou Lauren.
- Boa pergunta. - disse Angel. - Qual é o seu motivo?
- Elizabeth.
- Quem? - perguntou Lauren mas eles a ignorou.
- O que tem a ver?
- Se a Lowis morrer, Elizabeth morre.
- Mentira? Ahhh! Definitivamente hoje é o dia mais feliz da minha vida!- disse Angel sorrindo.
- Quem é essa tal Elizabeth?- perguntou Lauren novamente.
- É uma vagabunda aí. - respondeu Angel.
- Então, temos um acordo? - perguntou Bernad.
- Sim! Sim! - cantarolava Lauren.
Ele olhou para Angel.
- Temos um pacto.
Bernad riu e comentou.
- Nós seremos uma lenda.
Eles olharam para a janela onde mostrava a lua cheia sumindo por trás das nuvens cinza do inverno.
  ****
Adam já estava dormindo mas Lowis não conseguia esquecer aquela visão no necrotério. Como eu irei atrair esse tal Angel?, Se perguntou.
Ela só sabia de uma coisa, amanhã tudo iria mudar.
Mal sabia ela que tudo mudaria realmente.
                                                                                      ****
Lowis acordou com uma forte enxaqueca, parecia que havia milhões de furadeiras soando em sua cabeça. A dor era tanta que quando Lowis tentou se sentar na cama capotou de volta para o travesseiro. Adam acordou com o tombo dela.
- Lowis? Você está bem?- ele olhou no relógio que marcava 08h30min AM. - Você está atrasada.
Ela não abriu os olhos.
- Você está bem?
- Minha cabeça está doendo muito.
- Quer um remédio ou um chá de hortelã?
- Me dá um comprimido.
- Parece que você esbanjou no vinho e acordou de ressaca. Você bebeu muito ontem?
Ela finalmente abriu os olhos arregalados.
- Eu não bebi ontem. - disse ela indignada.
- Parece que bebeu.
- Eu me lembraria de encher a cara.
- Os bêbados não se lembram do que acontece horas antes de capotarem. - ele ria.
- Adam. Você conversou comigo antes de dormir e eu não estava BÊBADA!- ela berrou a última palavra que fez Adam dar um pulo sentado.
- Eu me lembro. Você realmente não está de ressaca. Retiro tudo o que disse.
- Ótimo. Agora me traz um remédio, por favor.
- Tá. Já volto.
Adam apareceu depois de dois minutos.
- Aqui está. - ele lhe deu um comprimido e um copo d'água.
- Eu vou me arrumar e ir para a editora. - disse ela se levantando.
- Tem certeza? Você ainda me parece meio pálida.
- Eu vou. Tenho um compromisso com meus amigos, não quero decepcioná-los. - ela começou a andar até o closet.
- Você é quem sabe. - ele deu de ombros- Masss... Eu te levarei para a editora para ter certeza de que não irá desmaiar no meio do caminho, O.K.?
- Tudo bem.
Eles se trocaram e foram para a editora.
                                                                                                  ****
Enquanto estavam no carro Lowis podia sentir algo estranho em seu interior, como se pressentisse que algo mudaria em sua vida naquele momento. Adam percebeu que Lowis viajava no mundo da lua.
- Está sonhando com o Brad Pitt? Se estiver eu quero que saiba que eu não gosto disso. - disse ele brincando.
- Só estou pensando na vida.
- Sua dor de cabeça passou?
- Não. Mas eu vou ficar bem.
- Assim espero.
Eles chegaram na April Everyday. Lowis desceu e se despediu de Adam. Ela entrou na editora e subiu as escadas com cuidado, pois seus olhos estavam embaçados devido a dor de cabeça que além de não passar aumentava mais e mais. De repente ela caiu no degrau da escada tapando os ouvidos, a dor aumentou mais ainda, ela não via mais nada, tudo havia escurecido, ela começou a gritar, gritar e gritar. Parecia que havia explodido uma bomba em sua cabeça, mas em vez de morrer ela continuava desfrutando da dor.
Então finalmente a dor começou a cessar, ela tremia e respira com dificuldade. Tudo parecia clarear e agora ela podia ver, abriu os olhos, mas segurou um grito quando ela viu o que estava diante dela. Ela não estava mais nas escadarias da April Street, mas sim em cima de um dos maiores prédios de Nova York, ela se beliscou para se certificar que não estava sonhando, mas ela sentiu dor, então não é um sonho, pensou.
- Lowis?
Ela se virou para ver quem era sua nova "amiga"
Lowis se deparou com uma garota de cabelos louros encaracolados, de olhos cor de rubis que parecia uma estátua dos tempos da Grécia Antiga, pensou Lowis.
- Você é Mandy Lowis Del Simon?
- Sim. Mas... - Lowis não estava a fim de bater papo, ela desejava explicações- Mas quem é você? O que quer de mim? Como me trouxe até aqui?
- Meu nome é Charllothe. Sou uma vampira bruxa e fui enviada para lhe dar um aviso.
- Me leva de volta para a April Everyday! -Lowis não estava só com raiva, mas também com medo.
- Me escute, por favor.
Lowis esperou.
- Você ainda está na April Everyday, só está sob transe dos meus poderes que te trouxeram até mim mentalmente. Agora preste muita atenção! Uma vampira chamada Katrina me mandou para te alertar sobre o que as vampiras bruxas estão vendo sobre o seu futuro! Elas viram que você irá expor os vampiros através do seu livro. Você não pode publicar esse livro senão terá uma renca de sanguessugas atrás de você.
Lowis parecia não se importar com o que a loira dizia.
- Eu já estou farta desses vampiros chatos me irritando. Já terminou de falar? Eu preciso voltar para a editora. - disse ela secamente.
- Lowis, por favor, Não publique.
- Que se danem esses vampiros!- gritou e em seguida estava nas escadarias sentada no chão.
Ela se levantou lentamente, pois sua cabeça ainda latejava, ela não tinha certeza do havia visto. Mas Lowis estava com raiva. Sua cabeça doía muito, vários vampiros dizendo o que ela tem ou não que fazer, isso já estava deixando ela louca. Não publicar o livro? Quem aquela Charllothe pensa que é? Não vou obedece - lá, não importa, eu não irei deixar meus amigos sem emprego! Que se danem esses malditos vampiros que me perturbam em sonhos e na vida real! - pensava Lowis enquanto entrava na sala onde todos estavam.
- Oi- todos disseram à ela mas Lowis ignorou.
- Cadê a Lauren?- perguntou ela.
- Ainda não chegou. - Disse Dayse.
- Aquela idiota não sabe nem respeitar o horário! Se eu pegar ela...
- Se você pegar quem?- disse a voz mais bonita e ignorante que Lowis mais detestava e nesse momento passou também a ter nojo.
- Você. - respondeu Lowis.
- Eu? Por que? Acabo de chegar e sua inveja já explode assim! - disse ela tirando sarro do comportamento estranho de Lowis.
- Você é uma cínica!
- Lowis, não seja tão idiota!
- Só vejo uma idiota aqui e é você!
Lauren e Lowis iriam brigar com tapas, mas Carl e Robert seguraram as duas mulheres raivosas.
- Você está entendendo o que está acontecendo? - perguntou Suse à Dayse.
- Não. Nada. - disse Dayse com uma sobrancelha erguida.
- Parem! Parem!- gritava Carl e Robert
Mas elas queriam arrancar a cara uma da outra.
Lauren pareceu se acalmar um pouco
- Agora é sério. Por que você está com tanto ódio de mim hoje?- perguntou Lauren.
- Por que você é uma falsa, mentirosa, idiota, trouxa ridícula, vagabunda e pervertida!
- Sua inveja é tão doce...
- Cala a boca! - ela se aproximou bem perto do rosto de Lauren e disse só para ela ouvir - Eu ainda não sei o que você pretende fazer, mas eu irei descobrir e você irá se ferrar.
Lauren engoliu em seco.
Depois Lowis se virou como a pessoa mais gentil do Mundo e disse:
- Vamos começar?
Todos ficaram boquiabertos.
- Agora. - disse ela um tom mais baixo e rude que fez todos se sentarem e começarem à discutir sobre o livro.
Passaram - se horas até que eles decidiram escolher a história de Lowis, estava tudo tranquilo até Lauren ler um dos nomes de um dos personagens do livro:
- Angel? - perguntou Lauren apavorada - Aqui você descreve que ele usa roupas pretas, que tem cabelo preto liso e arrepiado, olhos verdes e é muito mal...
- Sim, e daí?
- Lowis, você não pode publicar isso.
Outra. – pensou Lowis.
- Não! Isso vai para a gráfica!
- A gente vai se ferrar se você publicar isso! – gritou Lauren.
Lowis pareceu surpresa. Como Lauren sabia dos vampiros? E por que se assustou com o nome "Angel"? Lowis começou a reparar em Lauren. Ela estava mais magra, com os seios maiores, sua pele estava mais branca com um tom meio cinza, seus olhos cinza tinham um brilho estranho e em volta de suas pálpebras tinham um risco roxo, e havia uma olheira em volta de seus olhos, até o cabelo estava diferente, normalmente ela teria os cabelos Bem lisos e Loiros cor de manteiga, não Liso ondulado cor de ouro, os lábios estavam mais carnudos e vermelhos naturalmente. Ela conhecia a Lauren Muyputt desde o jardim de infância, Lowis sabia que algo havia mudado no interior dela, ela tinha algo em mente, mas era meio estúpido. Lauren não era uma vampira.
- Mais alguma coisa a falar, Lauren?
- Vocês estão ferrados! - gritou ela para todos e depois saiu batendo o pé.
Lowis se lembrou da última vez que Lauren agiu de tal maneira. Foi na 8º série, estava ela, Lauren, Rose e uma menina chamada Tinna. Elas iriam roubar a resposta da prova de química e Lauren estava de vigia, mas um faxineiro se aproximava e Lauren entrou em desespero por que pensou que ele iria nos matar, então saiu correndo com raiva batendo os pés, nos deixando sozinhas e disse para ele que viu umas garotas entrando na diretoria. Dedo duro!
Lauren só pensava em si mesma.
- Lowis?- disse Rose.
- Sim?
- Já vamos levar para o chefe.
- Sim, vamos.
Ela ainda tinha a sensação de que Lauren iria de algum modo contar sobre nosso livro para um dos vampiros. Mas isso era absurdo! Ela não tinha contato com o outro mundo! Ou tinha e nós não sabíamos? Lauren sempre foi um perigo, e se ela se tornasse uma vampira... Coitados de nós.
- Lowis, vamos. - disse Ed.
Eles foram até o chefe, Roger Ranger. Sim! Esse é o nome dele!
Ele gostou do trabalho deles e levou pessoalmente para a gráfica liberando os funcionários para irem à suas casas para descansarem.
Lowis estava sozinha em sua sala. Ela pensava sobre tudo que estava ocorrendo em sua vida desde quando o seu bebê (cujo agora é vivo e se chama Kevin) nasceu, ou morreu... Ela nem sabia mais em o que pensar ou acreditar. Tudo estava ficando cada vez mais confuso. O que ela pensava que sabia não passava de ilusão. O que havia realmente acontecido naquela tenda da Nancy? Lembro-me da dor infernal na minha barriga, me lembro do Adam gritando e da velha falando umas coisas estranhas e me lembro de... o que é tão importante que Elizabeth me disse que eu não prestei a atenção? Eu tenho que me lembrar de algo que ela me disse que eu não lembrava ter ocorrido e que aconteceu... Lembro-me da dor, dos gritos, da voz e de... E de... De beber algo vermelho! É isso! De beber algo vermelho que na verdade era sangue... - ela tremeu com nojo - Que na verdade era sangue de vampiro.
Ela não queria pensar nessa possibilidade. Ela não queria matar alguém para sobreviver. E se na hora o Adam estivesse por perto e fosse sua primeira vitima? Ela não poderia aguentar vê-lo morrer em sua frente... ou melhor em seus dentes ou presas. Ela começou a chorar. De todas as pessoas más que existem no mundo, por que ela era a amaldiçoada? Como aguentar seus sonhos serem invadidos por monstros? Como? Ela não sabia mais o que fazer. Ela precisava de ar. Lowis se levantou e saiu da sala subindo as escadas de emergência até a sacada do prédio. Lá havia muito ar, o vento era forte o bastante para levar os pensamentos que a atordoava para bem longe dela. Ela ergueu a cabeça para o céu, ainda chorando. Quando abriu viu um céu escuro com lindas estrelas.
Ela parou e olhou as luzes dos prédios. Quem vê essa linda cidade nem imagina o que há realmente nela, pensou Lowis.
Então ela ouviu passos atrás dela mas quando se virou não havia ninguém.
- Quem está aí?- perguntou para o nada.
Neste momento ela sentiu um vulto, um vento atrás dela, se virou mas de novo não havia ninguém. Ela estava muito na ponta do prédio, se ela caísse...
- Quem está aí? Apareça!
Ninguém apareceu ou falou.
Lowis estava com medo. Ele ia cada vez mais para trás, se ela não parasse de ir para trás ela cairia quase 90 metros. Mas ela continuava. Então a porta por onde ela havia entrado bateu forte, ela se assustou e começou a cair do prédio.
Era o fim. É assim que eu acabo? Virando um purê humano? Seria mais legal e emocionante morrer sendo mordida por um vampiro! Ótimo! Vou bater as botas antes de xingar a Lauren mais um pouco, antes de pedir ao meu pai perdão, antes de dizer à Rose que ela sempre foi minha melhor amiga, antes de dizer ao Carl que ela é um completo idiota (como se ele não soubesse disso dãr), antes de dizer à Elizabeth e Katrina que elas são duas vagabundas, antes de dizer ao Adam que eu o amo e... Antes de dizer ao... Ao Kevin que eu me arrependi de não tê-lo amado, antes de dizer às pessoas que mais importam para mim que eu amo eles. Mas não direi.
Então algo pareceu mudar. Lowis sentiu algo a agarrar pela sua pequena cintura. Mas ela não se atreveu a olhar. Imagina ver um segundo antes de sua cara estourar no asfalto na velocidade de um carro desgovernado? Deus me livre!, Pensou.
Então em vez da batida ela sentiu o chão. Devagar ela abriu os olhos e pelo incrível que pareça ela estava na sacada de onde havia caído.
- Aqui é o céu?- perguntou ela para si mesma.- Se for o céu, como será o inferno será a casa Lauren?
Alguém riu. Lowis se virou rapidamente procurando. Então achou um garoto aparentemente de uns 14, 15 anos, de cabelos cacheados, olhos verdes, branco com bochechas rosadas. Parecia um anjo, pensou Lowis.
- Quem é você?- perguntou ela
Ele não respondeu
- Sabe rir mas não sabe falar?
Ele continuou mudo. Lowis começou a se levantar em direção dele mas ele mais rápido saltou do prédio. Lowis deu um berro e correu até onde ele estava e se surpreendeu quando o viu voando para as matas.
 Lowis desceu as escadas correndo feito uma louca. Não sabia para onde ir mas sabia que devia correr. Ela sentia que estava em perigo. Não por que um garoto voador a tinha salvo, mas sim por que Lauren ia fazer algo, e ela devia procurá-la! Mas aonde? Por onde começar? Lowis começou a correr pelas ruas.
      ****

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Capítulo 12


Estava muito frio, Lowis tremia muito, já havia se esquecido do motivo por ter saído nervosa da casa de Carl, agora ela estava numa rua deserta, ela não lembrava o nome, mas sabia o caminho para casa, ela poderia ter esperado o Adam, mas o orgulho foi maior, ele nem se lembrava do motivo de estar cheia de orgulho. Neste momento ela avistou um rapaz loiro e lindo sentado no telhado de uma casa, ele a ficou encarando todo o tempo enquanto ela passava em frente da casa onde ele estava. Então ele falou:
- Está frio, não?- era uma voz de locutor.
Ela somente assentiu e continuou andando. Em seguida pelo canto do olho ela olhou para o telhado da casa, mas ele havia sumido.
- Me procurando?- disse ele. Neste momento Lowis deu um berro que o fez rir.
- Como você desceu tão rápido?
- Mágica.
- Sei. - ela continuava andando.
- Como é seu nome?
- Mandy Lowis.
- Prazer, Mandy Lowis.
Ele esperou.
- Não vai perguntar meu nome?
- Não.
- Você é estressada, hein.
- Você me pegou em um dos meus piores dias.
- Ahhh! Você está menstrua...?
- Não! - ela o interrompeu - Eu só não estou nervosa com a vida!
- Ahhh... TPM!
Ela parou e o encarou.
- Por que você não dá meia volta e some daqui?
- Por que eu estive te procurando durante séculos e agora que eu te encontrei não vou te deixar escapar.
- Do que está falando?!
- Você é a nossa salvadora ou destruidora.
- Quem é você?
- Olhe para mim que você lembrará.
  Ela o reconhecia de algum lugar ou... Sonho! Ele era o rapaz do sonho dela da noite passada!
- Foi legal espionar a conversa dos mais velhos?
- Você entrou na minha mente enquanto dormia? Para que?
- Agora você vai perguntar meu lindo nome?
- Eu sei o seu nome seu idiota! Você se chama Bernad, agora me responde! Por que entrou no meu sonho!?
- Eu não invadi o seu sonho, foi você que invadiu as minhas lembranças!
- O que?
- Você não sabe controlar seus poderes, eu posso te ajudar.
- Ah me poupe, não preciso de ajuda para nada.
- Tem certeza?
- Tenho.
- Você é cabeça dura hein!
- Você não é o primeiro a dizer isso.
- E aposto que não serei o ultimo. Agora se você quiser a minha ajuda é só chamar.
- Espere sentado.
   Ele deu um sorriso de lado e depois sumiu na névoa.
   Um carro buzinou ao lado dela, Lowis olhou.
- Entra no carro! Você quer morrer de resfriado?- perguntou Adam.
- Desculpa.
- Vamos para casa.
Eles se foram.
                                                                                             ****
Katrina havia saído para um bar chamado Hoewr, ela estava cansada de sua vida, se é que ela tinha vida, pois os vampiros eram considerados mortos, mas enquanto ela estava sentada no banco pensava em como seria sua vida se a Lisa Jane não fosse gulosa por poder ou se ela não... Existisse. Lisa Jane sempre as colocava em apuros, como quando ela, Lisa Jane e Elizabeth tinham 9 anos, ela havia induzido Katrina e Elizabeth ficarem minutos debaixo d'água, naquele dia Elizabeth quase morrera por falta de ar. Lisa Jane sempre fora um perigo humano, e agora é um perigo não humano.
Katrina sentiu que alguém se aproximava, mas quando olhou para trás não viu ninguém.
- Oi!- disse uma voz ao seu lado. Katrina não se surpreendeu.
- Oi, Lisa Jane.
- Nossa! Cadê a grande recepção de boas vindas?
- O que faz aqui em Nova York?
- O mesmo que você, e Bran, e Angel, e Bernad, e Natalia, e Samuel, Rick Jordan e Stephenie e... Ah! Cansei! São muitos!- e riu.
- O que a Natalia, o Samuel, o Rick Jordan e Stephenie fazem por aqui?
- Eu já disse, o mesmo que todo mundo.
- Mas que interesse eles têm em Lowis?
- O mesmo que o Angel. Cadáver
- Mas eles não precisam do sangue dela, eles já são muito poderosos.
- Mas eles querem!
- Mas não vão conseguir, eles vão morrer.
- Eu sei- ela riu alto. - Essa luta vai ser interessante e eu quero estar lá para ver!
- Você não se diz amiga deles?
- Ah sim! Mas na hora da batalha a gente fica do lado vencedor.
- Você não mudou nada.
- Eu sei! Continuo linda. - disse ela mudando o sentido da frase de Katrina.
- Mas o que você quer comigo?
- Quero te fazer uma pergunta meio estranha.
- Faz logo, você está enchendo meu saco.
- É sobre a Lowis. Ela é capaz de roubar as lembranças dos vampiros?
- Creio que sim. Por quê?
- Eu acho que ela entrou na minha mente e descobriu umas coisinhas secretas.
- Hummm, azar o seu.
- Acho melhor eu dar o fora daqui, você está muito chata.
  Ela se levantou e foi embora, mas antes de sair pela porta do bar ela se virou e disse para Katrina:
- Eu vou te dar uma noticia que vai te animar, lembra-se do Bernad? Então, ele está te procurando.- depois se fora.
   Katrina nem ligou para o que a loira disse, somente continuou sentada olhando para o nada com um copo vazio nas mãos.
                                                                                                      ****
Lowis ficou a tarde inteira escrevendo, escreveu praticamente 90 páginas, ela havia ligado para Carl e Rose pedindo desculpas pelo o mal jeito. rose foi até a casa de Lowis para ajudar no livro lá pelas 16:00, e ficaram conversando com Carl sobre as ideias dele para o livro e os colocaram, Adam arrumava a casa e fazia os lanches, 18:00 Carl chegou para ajudar à escrever, eles revisavam, 10 minutos para cada colocar suas ideias. Depois às 22h00min eles assistiram um filme de terror que Adam foi alugar quando havia saído para comprar guloseimas para eles se matarem de tanto comer. Quando o filme chegou ao fim Carl e Rose deixaram Lowis terminar o livro. Adam foi tomar banho, Carl saiu um pouco para tomar ar e Rose estava na cozinha beliscando uns brigadeiros, então Lowis estava sozinha no quarto, ela estava estressada pois não conseguia pensar em nada para escrever o final da história.
Então tudo ficou escuro.
- Quem apagou a luz?
Quando Lowis se levantou da cadeira onde estava sentada tudo ficou claro, mas ela não estava mais em seu quarto, estava em um necrotério. Havia vários cadáveres, ela procurou uma porta, mas não encontrou a saída então continuou andando lentamente e só parou quando algo a chamou a atenção, ela viu o nome de seu pai em um dos cadáveres, depois viu o de Rose, Carl, Demi, Adam e o ultimo o seu próprio nome em um dos mortos ela se aproximou e lentamente tirou o pano do rosto da pessoa mas quando ela olhou o pano se murchou e não havia nenhum cadáver seu ali.
Ela soltou um riso de alivio.
Mas quando ela se virou quase teve um infarto. Ela estava de frente para o seu cadáver. esse cadáver se aproximava cada vez mais até que sussurrou no ouvido dela:
- Chegou a hora de você ir atrás do Angel para eu manipular aquele imprestável.
Depois Lowis estava em seu quarto novamente, sem entender o que havia ocorrido, mas ela sabia de uma coisa, que esse seria o final de seu livro.
Ela escreveu e mostrou para Rose, Carl e Adam. Eles gostaram.
- Então o livro terá uma continuação?- perguntou Adam.
- Se as pessoas gostarem.- disse Lowis.
- Eles vão adorar!- disse Rose toda empolgada.
- Eu vou para a minha casa agora, estou muito cansado- depois Carl se virou para Rose - Fala para a sua amiga vampira que ela não apareça mais na minha casa, que se ela quiser falar com você que vá para a sua casa, e você me faz o favor de não me acordar de madrugada1 Estamos entendidos?
- Tudo bem.
- Então tchau gente.
- Tchau. - todos se despediram.
Carl se fora.
- Eu também já vou. Até amanhã Lowis. - ela deu um beijo neles e se foi.
Lowis e Adam se preparavam para dormir
- Adam, você acha que eu mudei?
Ele ficou meio confuso
- Como assim mudou?
- No meu jeito.
- Não.
- Nem um pouco?
Ele pensou.
- Antes da gente conhecer a velha Nancy, você era mais livre, rebelde e louca, depois você ficou mais madura.
Ela não disse nada.
- No que está pensando.
Ela ficou em silencio então Adam supôs que ela não fosse responder.
- Quando eu era criança, um dia antes da minha mãe morrer ela havia me contado uma coisa.
- O que?- ele se sentou ao lado dela.
- Estávamos sentadas na praia, o pôr do sol era tão lindo, ela ficava olhando para o sol e chorava, eu perguntei para ela o que estava acontecendo, ela me disse a coisa mais estranha que alguém já me disse em toda a minha vida.
  Adam esperou ela falar atento.
- Ela disse assim: "Eu choro pois morrerei amanhã, eu me recuso beber do sangue de alguém para ser imortal, então esse lindo pôr do sol me matará". Um dia depois ao pôr do sol ela morreu.
- Como?
- Queimada. O sol a queimou.
   Adam ficou totalmente mudo.
- Nunca descobriram a morte dela, como ela havia se queimado tanto, hoje eu entendo. E se eu for como ela eu morrerei.
- Nós daremos um jeito.
  Eles se abraçaram, ambos aflitos.
- Vamos dormir, você precisa de forças para amanhã.
   Ela o obedeceu, e eles foram dormir.
****

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Capítulo 11


Lowis acordou sem saber como havia chegado à cama, se levantou de vagar para não acordar o Adam.
Hoje é domingo, hoje é o primeiro dia da semana, então amanhã começa a maratona dos livros, pensou.
Ela se arrumou e em seguida foi preparar o café da manhã para ela e Adam, falando nele:
- Acordou mais cedo? - perguntou Adam.
- Desde quando dez horas da manhã é cedo?
- Para mim é. - e riu.
Adam pegou um pedaço de pão quando a campainha soou.
- Você convidou alguém?
- Não.- disse ela olhando para ele com o cenho franzido.
- Eu atendo.
Eles foram até a porta e Adam o abriu.
- Carl?
- Preciso falar com vocês, é muito importante.
- Da para ver que é muito importante pra você vir aqui de madrugada. - disse Adam.
- Desde quando dez e tantos é madrugada?
- Eu fiz a mesma pergunta. - disse- lhe Lowis
- Para mim é madrugada e ponto final.
- Entre e nos conte. - disse Lowis.
   Eles foram até a cozinha, quando chegaram Lowis começou.
- O que aconteceu?
- Um fantasma apareceu dizendo que era um vampiro então eu saí correndo. - disse Carl.
 - O que?- gritou Adam.
- Um fantasma apareceu dizendo que era um vampiro então eu saí correndo!- repetiu.
  - O que?- perguntou Lowis
- Vocês não vão fazer repetir tudo de novo, vão?
Lowis olhou para o Adam, que o Adam olhou para Lowis e começaram as gargalhadas.
- Parem de rir!- exigiu Carl.
- Você percebeu o que acabou de falar?- perguntou Adam.
- Sim. E o que que tem?
- E o que que tem?! Cara, você disse que um fantasma apareceu dizendo que era um vampiro e daí você saiu correndo!- disse Adam.
- É!
Eles riram mais.
- O fantasma vampiro é a Demi Del Simon.
Lowis ficou muda e Adam engasgou com um pedaço de pão.
- Você disse Demi?- perguntou Lowis enquanto Adam tossia loucamente.
- Sim, ela está lá na minha casa com a Rose. - disse ele como se isso fosse a coisa mais normal do Mundo.
Lowis olhou para Adam que olhou para Carl e voltou o olhar para Lowis e saíram correndo direto para o carro.
- Hei! Onde vocês estão indo?- Carl saiu correndo atrás deles.
- Entrem no carro- disse Adam.
Eles entraram e partiram para o encontro com o "fantasma".
 ****
- Quem te transformou em vampira?
- O nome dele é Bernad, é um dos primeiros vampiros a serem criados através de uma vingança dos demônios bruxos.
- Há mais desses primeiros por aqui?
- Creio que Elizabeth também esteja por aqui, mas não são só os primeiros vampiros que estão rondando essa cidade, há outros que chamamos de vampiros bruxos ou somente vampiros, como por exemplo, um chamado Angel, muito conhecido entre nós como um dos mais maus depois de Bran. O Bran é o mais antigo e forte. Katrina é somente vampira, mas é muito poderosa, Charllothe é bem velha tem 200 anos ou mais, tem os irmãos vampiros John e Josh, a Lisa Jane que não perdoa nenhum inocente e uma nova que eu ainda não sei o nome, uma loirinha bonita de olhos cinzas. E outros que eu não me lembro dos nomes.
- Resumindo, Quantos são no total?
- Só uns 4.000.
- Só 44.000? Isso é praticamente um exercito!
- Essa é a intenção.
- Por quê?
- Porque os vampiros mais poderosos estão juntos nessa cidade e podem acabar com todos nós se quiserem, e a fofoca é que se bebemos o sangue dele teremos força vital, da parte do meu bando somente os queremos do nosso lado, não somos burros de lutar contra eles, com certeza nos matariam.
- E quem são eles? Quais os nomes?
- Kevin Del Simon e Mandy Lowis Del Simon.
Rose paralisou, depois piscou rapidamente.
- Mas isso é impossível! Lowis não é vampira! Ela não suga ninguém!
- Ela e o seu filho Kevin podem viver até sem comer que nunca morrerão, eu já lhe disse, eles são os mais poderosos. Mas mesmo assim chegará o dia em que eles deverão beber sangue para suas veias não secar.
- Você disse seu filho?
- Sim, o Kevin é filho dela.
- Mas a criança morreu no parto.
- Não morreu.
- A Lowis já sabe?
- Com certeza a Elizabeth deve lhe ter contado nos sonhos.
- Sonhos?
Elas ouviram um barulho de carro do lado de fora.
- Eu preciso ir. - disse Demi.
Antes que Rose a protestasse já havia ido embora.
Lowis, Adam e Carl entraram na casa.
 - Cadê a Garota?- perguntou Lowis à Rose.
- Que garota?- perguntou Rose.
- O fantasma da Demi!- respondeu Carl.
- Não posso acreditar que vocês acreditaram no Carl!
- Rose, por que está mentindo para nós?- perguntou Lowis.
- Eu não estou mentindo.
- Eu acredito no Carl, então nos conte tudo o que a Demi falou para você e onde ela está agora. - disse Adam.
- O Carl sempre foi um idiota, ele só fala nada com nada.
- Eu também já vi essa menina, agora a pergunta é: o que ela realmente queria com você?- Adam perguntou.
- Rose, é minha irmã, eu preciso saber!
Rose olhou para Carl.
- Se você não fosse um idiota eu não estaria nessa encrenca!- depois ela olhou para Lowis e Adam. - É o seguinte, ela veio falar comigo sobre um assunto meio estranho.
- Sobre realmente o que?- perguntou Lowis.
- Sobre... - ela deu uma pausa e olhou de rosto em rosto. - Sobre vampiros.
Adam olhou para Lowis, mas ela estava atenta no que Rose dizia.
- Ela é uma vampira agora?
- Sim, desde o dia que ela sumiu.
- O que mais?
- Eu não posso te falar o resto você descobrirá sozinha, pois você tem essa capacidade.
- Ela foi quem te pediu para guardar esse segredo?
- Sim. Para o seu bem.
Lowis se sentou na sala, Adam a seguiu, Carl e Rose foram atrás de vagar.
- Ela perguntou do papai?
- Não. Ela não é mais aquela garota inocente, é uma vampira de 26 anos no corpo de uma criança de 12.
- Ela vai voltar?
- Não sei.
- Tomara que não. - disse Carl.
Adam deu um soco no braço de Carl.
- Cala a boca!- disse Adam.
- Tem algo que você possa me contar?- perguntou Lowis.
- Você é uma vampira.
Todos na sala estavam ao ponto de desmaiarem, gritarem ou rir.
- Ficou doida?- perguntou Adam.
- Se ela é uma vampira eu acho melhor eu sair daqui antes de eu virar suco de vampiro. - ele virou para se retirar, mas Adam o segurou pelo braço.
- Como assim?- perguntou Lowis.
- Uma vampira chamada Elizabeth deu sangue de vampiro para um de seus maridos humanos do século XIX, ela se separou e ele se casou com outra mulher que teve filhos, e o vírus foi se espalhando, você é descendente dela então sua mãe era uma vampira, mas o diferente é que você bebeu novamente quando tentou sumir com o Kevin na cabana da velha vampira bruxa. E isso se resultou no que você é agora.
- Muito surreal.- comentou Adam. 
 - Mas ela não bebe sangue?- perguntou Carl meio assustado.
- Não, ela nem precisa comer para sobreviver, só tomará sangue quando houver necessidade.
- Nunca tomarei sangue. - disse Lowis.
- Haverá um dia que você necessitará.
- Ai meu Deus! Deixa-me sair daqui! Sai da frente Adam! - Adam continuou no caminho.
- Vira homem!
- Agora eu preciso continuar o livro. - disse Lowis tranquila como se nada que estivessem falando agora pouco não fosse surreal, todos se chocaram com essa atitude.
- Lowis? Você está bem?- perguntou Adam.
- Sim. Por quê?
- A Rose acabou de falar que você é uma vampira e que a Demi voltou como tal e você finge que está tudo normal?!?!- perguntava e exclamava Adam.
- Eu não vou parar a minha vida devida coisas bobas! - disse e depois se retirou para fora da casa.
Todos ficaram olhando em silencio ela partir.
- Ela ficou estranha. - disse Adam.
- Sim, eu também percebi. - Respondeu Rose.
- Eu acho que ela foi caçar- disse Carl
- Cala a boca Carl!- Adam deu outro soco nele.
- Eu acho melhor ir atrás dela. A gente se vê. Tchau. - Adam se fora.
- A Demi te mordeu?
- Não.
- Não foi só isso que ela te contou, não é?
- É.
- Por que você não contou para a Lowis?
- Ela ficaria muito assustada, ela descobrirá sozinha e assim será melhor para ela.
- Por que você acha que ela ficou estranha?
- Acho que ela desconfia que eu omiti algumas coisas.
- Tipo o que?
- Que ela tem o poder de destruir nosso Planeta.
Carl quase caiu.
 ****

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Capítulo 10


Angel estava em cima do maior prédio da cidade olhando a movimentação das ruas quando avistou algo impossível, uma vampira que havia morrido bem a sua frente há um século na França, ela havia morrido por ele em uma luta contra Bran, um vampiro que tinha raiva de Angel por que ele tinha um caso com ela, e esse vampiro a só queria para ele. Angel agora a via ali andando. Ele se levantou e foi até as ruas voando em um beco para ninguém o ver, depois quando já estava no chão foi até as ruas e começou a procura-la, sem sucesso ele não a achou. Então a chamou em vão:
- Lisa Jane!
Ninguém respondeu, quando ele se virou Lisa Jane estava em sua frente.
- Como vai Angel?- disse a linda moça
Ele estava pasmo.
- Por que essa cara de quem viu um fantasma?
Ele continuava mudo.
- Já que você não vai falar comigo é melhor eu ir embora.
Ela se virou para partir, mas Angel segurou seu braço.
- Como você está viva?
- Milagre.
- Eu vi você virando pó.
- Eu sou um dos primeiros, nunca morrerei, eu já fui morta em mil setecentos e não sei das quantas.
 - E por que só apareceu agora?
- Porque o Bran me mandou até aqui.
- Para que?
- Para um legado.
- Que legado? Chega de rodeios!
- Para tentar convencer uma dos maiores vampiros a se juntar a nós.
- Que vampiro?
- Mandy Lowis Del Simon.
Angel arregalou os olhos e começou a rir.
- A Lowis?
- Sim. Qual é a graça?
- Ela não é uma vampira.
- Querido, você está muito mal informado, Lowis é mais forte que Bran e eu juntos.
- Você está falando sério?
- Claro que estou falando sério, seu idiota!
- Boa sorte então.
- Eu sempre tenho sorte.
Então ela se fora.
"Mandy Lowis... você me será útil", pensou Angel.
                                                    
                                  ****                                                                                                         

Rose não se atreveu a olhar. Carl continuava com os olhos esbugalhados de repente ela se virou, mas não havia ninguém, então Carl começou a rir.
- Te peguei! Ha! Ha! Ha! Ha! Você caiu direitinho! Ha! Ha! Ha! Ha!
- Não teve graça! - disse ela se virando e paralisando.
Carl ainda ria, mas Rose olhava além dele. Ele parou quando a viu olhando para trás dele.
- Ah para com isso Rose, eu não vou cair nessa.
Mas ela continuava olhando, então ele seguiu o olhar dela e avistou uma garotinha do lado de fora da janela.
- Cruzes! - ele gritou saindo correndo até o lado de Rose.
- O que a gente faz agora? - perguntou Rose.
- Corre! - gritou Carl.
Eles correram até o andar de cima e se trancaram no banheiro de Carl.
- Tranca a porta! - gritou ela.
- Eu já tranquei!
Eles ficaram em silencio.
- Não tinha um lugar melhor do que esse banheiro para vocês se esconderem?
- Quem disse isso?- perguntou Rose.
- Eu não falei nada. – respondeu Carl.
Os dois olharam para trás e viram a garotinha.
Eles gritaram.
- Abre! Abre! Abre!- gritou Carl.
Rose abriu a porta e ambos caíram.
- Não me mate, por favor!- gritou Carl.
- Por que eu te mataria?- perguntou a garotinha.
- Porque ele acha que você é um tipo de fantasma vingador. - disse Rose já de pé.
- Rose! Corre! É um fantasma.
- Carl, cala a boca. -depois ela se virou para a menina- Você tem muita coisa para nos contar.
- Não está com medo?- perguntou ela.
- Antes sim, mas agora não. Agora comece.
- Fui atacada por um vampiro chamado Bernad.
- Por quê?
- Porque eu sou irmã de Lowis, ele e outra vampira chamada Lisa Jane quer ela do nosso lado, e como minha irmã ela não diria não.
- Começa do começo.
                                           ****                                                                                               
- Maldição!
Lauren assistia Angel gritando para as paredes
- Você vai me contar o que aconteceu?
- A Lisa Jane está viva!
- Lisa Jane?
- Uma vampirinha aí.
- Que vampirinha?
- Uma ex-amante minha.
Lauren riu.
- E você já foi casado para ter amante?
- Não, eu era amante dela para explicar melhor, já que você não entende nada.
- Ufa, eu pensei que alguma louca havia se casado com você.
- Você com certeza você seria uma das loucas.
- Não comento sobre a minha vida pessoal.
- Agora eu tenho que pensar.
Ela riu novamente.
- Desde quando você pensa?
Angel, pelo incrível que seja também riu.
- Você me conhece apenas à metade de um dia e já fala assim comigo?
- Aham!
Ele olhou para a lua e começou a se jogar nas lembranças do passado.

"- Como a Srta. se tornou um monstro sugador?
 - Eu fui ingênua, mas isso não vem ao caso, agora vou tentar ser uma pessoa normal.
 - Eu tenho raiva de Elizabeth.
- Todos têm, mas neste momento eu me preocupo com outra coisa.
- Que coisa?
- Com você.
- Comigo? Por quê?
- Bran ajudou a mim e Bernad a sermos mais treinados e fortes para combater algo que somente saberemos o que é daqui um ou dois, ou três séculos, mas ele não quer que eu e o Bran tenhamos distrações, e você é uma distração e tanto.
Ele se sentiu corar.
- Então isso é um adeus?
- Creio que sim.
- Sentirei a sua falta, Lisa Jane.
- Não sinta. Nunca sinta falta de nada e de ninguém. Os monstros sugadores não tem alma, não se preocupam com a dor dos inocentes! Então não sinta a minha falta, pois eu não sentirei a sua.
Neste momento Angel queria chorar, gritar, matar... Ele a amava mesmo sendo um monstro, por que ela não poderia amar também?
- Eu pensei que você me amava.
- A palavra amor não existe no meu dicionário.
- Mas...
- Mas nada! Esquece essa idiotice de amor! Sem querer ser grossa, mas isso é uma tremenda idiotice!
Então ela se levantou e saiu andando pelo bosque deixando Angel com olhos cheios de lágrimas encarando suas costas enquanto partia 

'Se você me ama olhe para trás', pensou Angel.
Mas ela não olhou então ele abaixou a cabeça e desistiu dela e do amor para sempre, para toda a eternidade. Neste momento ela olhou para trás, mas ele já havia a obedecido e se fora para longe dela e do que há de mais bonito no Mundo, o amor."


- No que tanto pensa?- perguntou Lauren.
- No passado.
- Hummm, viva o presente! Quem vive de passado é só museu.
Ele riu novamente, ele gostava do jeito arrogante de Lauren, ela fora uma ótima escolha, pensou Angel.
- Me responda uma pergunta.
- Não.
- Não?
- É brincadeira! Faz logo a pergunta.
- Você acredita no amor?
Ela começou a dar gargalhadas.
- Responde.
- É claro que não! Isso é uma besteira! Eu nunca tive amor, nem dos meus pais, eu fui adotada, mas meus pais adotivos não iam muito com a minha cara, nunca tive amigos de verdade e sempre fui chifruda, vida dura a minha, não?
- É! Mas agora você tem a mim e eu te farei uma rainha.
- Seremos da realeza?
- Sim
Ela bateu palmas.
- Mas por que você me perguntou se eu acredito no amor?
- Por que eu acreditava e não consigo mais sentir muito menos acreditar.
- Aí sim, hein.
Eles riram.
- Vamos caçar uns humanos?- ele propôs.
- Vamos.
Primeiro ela saiu pela janela, ele parou e olhou novamente para a lua se lembrando de uma coisa:

"- Me promete uma coisa?- perguntou Lisa Jane
 - Eu te prometo qualquer coisa.- Angel respondeu.
 - Nunca se esqueça de mim nem por um segundo.
 - Nunca te esquecerei. Eu prometo.
  Então ela morreu em seus braços."


Ele havia pensado que ela estava realmente morta, mas ela estava viva e isso o deixou com mais raiva, então ele olhou para as ruas escuras e disse meio que para si mesmo.
- Me aguardem. - e deu um sorriso maligno.
 Depois sumiu na madrugada cheia das luzes de Nova York.

                                                                  ****

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Capítulo 9


Lauren acordou atordoada sem saber onde estava.
- Onde eu estou?
Ela olhou em volta viu um quarto de um hotel chique, de repente ela se lembrou do homem, ele a mordeu, ela passou a mão no pescoço e encontrou o que procurava: dois pequenos furos doloridos.
- Ai, a minha cabeça está girando.
- É assim no primeiro dia. - disse uma voz ao seu lado, era Angel.
- O que você fez comigo?
- O que te propus.
- O que?
- Agora você é uma linda vampira.
Ela riu alto.
- Fala sério.
- Estou falando sério.
- Vampiros não existem.
 Ele mostrou suas presas e ela gritou.
- Viu? Acredita agora?
- Isso só pode ser um pesadelo. - disse ela pousando a mão na cabeça.
Ele a beliscou, ela deu um berro.
- Viu? Você está acordada.
- Eu sou completamente como você agora?
- Não completamente, você ainda é mulher. - e deu um sorrisinho.
- Nossa! Eu me sinto forte.
- E é! Agora você pode me ajudar a acabar com meus inimigos.
- Só se você me ajudar a desbancar a Lowis.
- Quem disse que ela não é um dos meus inimigos?
Ambos riram e Angel lhe deu um beijo nos lábios.

****
Em frente a uma casa cinza de blocos de barro vermelho. Ele parou ali por que sentiu algo o puxando para aquela casa. Será que ela mora aqui? Ele se perguntou. Então decidiu espiar pela janela, ele subiu num salto felino até as paredes e olhou. Kevin viu por trás das cortinas brancas que se moviam um homem e uma mulher. Esse homem tinha os cabelos castanhos ondulados, era branco e dormia se mexendo, já a mulher tinha os cabelos lisos e muito pretos e dormia feito um anjo. Neste momento ele teve vontade de entrar para vê-los mais de perto, mas sem querer ele tropeçou e fez um barulho que os acordou. Kevin se escondeu do lado de fora da janela do lado direito.
- O que foi isso?- disse o homem.
- Não sei. Deve ter sido um gato. - disse a mulher.
- Vou fechar a janela. Não quero esses gatos entrando na nossa casa e fazendo cocô aqui dentro.
   Ele fechou a janela.
- Você estava sonhando com a tal Elizabeth?
- Sabe que eu nem lembro o que estava sonhando!
- Nossa! Você está pior que eu.
- E o que você sonhou?
- Não me lembro.
   Eles riram, e Kevin que estava escutando tudo também riu.
- Agora vamos continuar dormindo. - disse ela.
- Tá. Boa madrugada. - disse ele.
- Boa madrugada Ad.
  Depois apagaram as luzes.
 Seria coincidência demais eles serem seus pais. Kevin olhou para eles uma última vez e partira. Katrina deve estar louca. – pensou.
****

- Como assim você viu a Demi? Ela sumiu há 15 anos! Onde você a viu? - perguntava Carl indignado.
- No estacionamento do mercado.
- Que estranho.
- Não. Você nem ouviu a parte mais estranha.
- Fala logo! Para de enrolar!
- Ela aparentava ter 11 anos.
Carl deu uma gargalhada.
- Você andou tomando umas hoje? - perguntava ele ainda rindo.
- Não! - gritou Rose.
- Então está doida! - supôs.
- Era ela! Eu juro!
- Deve ter visto uma menina parecida.
- Eu não sou cega, nem louca e muito menos andei bebendo. Era ela!
- Então era um fantasma dela. - ele debochou.
Neste momento os dois ouviram um barulho na cozinha que os fizeram levantar juntos num salto.
****
Kevin rondava Nova York à procura de sua mãe, Mandy Lowis. Ele não sabia por onde começar, mas tinha uma intuição: Mapple Street. Ele voou para essa rua e parou em um dos prédios que lhe chamou a atenção e havia "conhecido" uma mulher e um homem que poderiam ser seus pais e ele havia gostado desse casal. Mas seria muita coincidência serem seus pais, mas em vez de zelar o sono desse casal ele saltou da casa e se fora para a mansão da Katrina.
Ela deve estar louca de raiva, pensou ele.
****                                                                                                      
- Quem está aí?- perguntou Carl.
  Ninguém respondeu.
- Acho melhor irmos lá ver. - sussurrou Rose.
- Ficou louca? E se for o fantasma da Demi?
- Que fantasma o que! Vai lá ver o que é! Você é um homem ou um rato?
- Um rato!
 Ela o empurrou até a cozinha.
- Vamos! Anda!- sussurrava ela.
   Eles chegaram à entrada da cozinha.
  - Está vendo alguma coisa?- perguntou ela.
- Não. - respondeu Carl.
- Nada?
- Não. Eu estou com os olhos fechados.
  Ela o jogou no chão da cozinha.
- Hei! Isso não foi legal.
  Ela o ignorou.
- Não tem ninguém aqui. - disse ela acendendo a luz.
  Carl continuou no chão olhando com os olhos arregalados, olhando algo atrás de Rose.
- O que foi Carl? Não tem nada aqui.
- Atrás de você. - sussurrou ele apontando algo no fundo do corredor.
 
 ****

Kevin chegou nas pontas dos pés para não fazer barulho, mas quando se virou Katrina estava bem à sua frente.
- Onde você estava? Quero a verdade.
Ele suspirou e se sentou na cama. Começou a brincar com um ursinho de pelúcia sem olhar para Katrina.
- Não vai me responder?
- Sabe. - disse ele sem olhar para ela. - Às vezes as pessoas têm vontade de conhecer seus pais.
Katrina gelou.
- Kevin, vou te perguntar mais uma vez, onde você estava?   
Ele parou de mexer no urso de pelúcia e finalmente olhou para Katrina.
- Eu fui procurar meus pais.
- Você ficou louco?
- Por que? - ele se colocou de pé na frente dela. - Por acaso é pecado saber quem são seus pais?
- Não! Mas é perigoso!
Ele ia dizer algo, mas em vez disso parou e encarou o chão.
- Mas eu só perdi meu tempo. - disse ele.
- Como assim? - perguntou Katrina.
- Não os achei.
- Graças a Deus!
- Graças a Deus? Eu disse que não os achei e você fica feliz?
- Não fico feliz, fico satisfeita! Você em primeiro lugar tem que se cuidar! E o Angel está na cola da Lowis!
- Eu sei.
- Promete para mim que você não fará mais isso.
Ele encarou a janela depois olhou para o chão.
- Promete!
- Eu prometo.
- Sério?
- Sério.
- Então olha para mim.
   Ele olhou.
- Da próxima vez você pode não ter a mesma sorte de não encontrar com o Angel.
- Eu já disse que prometo. Dou-lhe a minha palavra.
- Então tudo bem.
   Ela se retirou do quarto dele.
- Eu prometo somente por enquanto. - disse ele a si mesmo.

****

Lowis estava entrando em um túnel onde havia uma pequena luz no fundo, ela não sabia por que seguia a luz, mas tinha certeza que era para ir até lá, ela começou a acelerar o ritmo quando percebeu que a luz se distanciava ela gritava algo, mas não ouvia sua própria voz, a luz começou a ficar mais forte, que a fez cegar e cair no chão.
Quando voltou a abrir os olhos ela percebeu que não estava no túnel, mas sim em uma sala de jantar sentada em uma mesa de vinte cadeiras, a sala era diferente, parecia não ser da nossa época, mas sim do século XIX, ela achou estranho estar ali pois essa nunca fora seu século favorito, sempre amou os anos 60 e agora estava ali, em Roma á anos atrás. Ela reparou em si mesma, usava um vestido lilás, a sua cor predileta, com bordados roxos, era um vestido típico da época e muito chique, ela queria se ver em um espelho então se olhou em um à sua frente, mas algo estava errado. Seu cabelo preto e liso estava loiro com mechas perfeitas onduladas e a pele mais pálida, seus olhos verdes estavam dourados com uma olheira cinza, seus lábios estavam mais empinados e vermelhos e ela estava mais alta, seu nariz mais fino como a da Barbie, e aparentava ter somente 17 anos, mas de todo o jeito estava linda e angelical, mas aquela moça com certeza não era a mesma Lowis. Pelo reflexo do espelho ela avistou um rapaz, muito bonito, ela se virou para vê-lo, ele tinha os cabelos loiros e olhos castanhos avermelhados eram alto e vestia uma roupa de, ele se curvou diante dela e a olhou de baixo e aos poucos se levantou.
- Pensei que a senhorita não viria.
- Por quê? Eu não havia te prometido?
A voz da "não Lowis" saía, mas não era ela quem falava.
- Sim, você havia prometido, mas pensei que não cumpriria com sua palavra.
- Bernad, eu não sou desonesta.
- Sim, creio.
- Então, o que você quer de mim?
- Alguns criados me informaram que você é a mais forte de todos.
- Que elogio. Continue por favor.
- E eu pensei que talvez a senhorita me ajudasse.
- Ajudar um príncipe? Que honra, mas ajudar exatamente no que?
- Eu transformei a Katrina.
- O que? Eu a deixei viver e você a transforma?
- Eu gosto dela.
- Gosta nada! Ela é muito diferente de nós! Trazer-nos muitos problemas!
- Não se estiver ao nosso lado.
  Ela parou e pensou.
- Boa ideia, se ela se juntar a nós seremos infalíveis.
- Vai me ajudar?
- Sim. Diga.
- Eu quero que você me ajude a trazer a Katrina de volta.
- Sim, sim. Mas temos um pequeno problema.
- Qual?
- Elizabeth.
- Mas ela não morreu?
- Morreu nada!
- Mas todos a viram caindo do penhasco batendo nas rochas.
- Ela não caiu, ela pulou e ela não bateu nas rochas, ela voou.
- O que? Ela voa?
Ela riu alto como se isso fosse uma piada.
- O que é gozado?
Ela suspirou para se recompor depois continuou.
- Você tem somente três dias de transformação daqui um tempo você perceberá que pode voar.
- Com asas?
- Com asas.
- Legal.
- Legal nada. Na hora da transformação a dor é imensa. As asas saindo das suas costas é um pesadelo.
Ele engoliu em seco.
- Mas o negócio é o seguinte, a Elizabeth está com ódio de mim por que ela se tornou vampira graças a mim, eu tenho que treinar para ser mais forte que ela. Então nós vamos fazer um pacto.
- Que pacto?
- Somente concorde.
- Eu concordo. Agora diga.
- Você me ajuda a ser a vampira mais forte que eu te ajudo ter a Katrina.
- Com certeza temos um pacto pela eternidade.
Ela se virou de volta para o espelho e olhou para a Lowis ou a si mesma e disse na mente que Bernad não pode ouvir somente Lowis:
"Velhas e doces amigas, a Lisa Jane voltará mais forte do que ninguém".

Então Lowis acordou. Adam acordou ao mesmo tempo assustado.
- Teve um pesadelo? - perguntou Adam preocupado.
- Não exatamente.
- Então o que?
- Tive um sonho diferente com novos personagens que parecia mais uma lembrança que alguém quisesse que eu visse.
- Elizabeth estava nele?
- Não. Mas comentaram sobre ela.
- Comentaram?
- Sim, eu me lembro de seus nomes. Havia um cara loiro cujo nome era Bernad e ele pedia a ajuda de uma linda moça que parecia um anjo, o nome dela era Lisa Jane.
- Eles falaram alguma coisa que fizesse sentido?
- Na verdade nada! Nem entendi o que falavam.
- Tenso.
- Mas havia coisas surreais.
- Que tipo de coisas?
- Eles estavam mais ou menos no século XIX.
- Mas você detesta os séculos passados.
- Sim! Eu sei!
- O que mais?
- Eu era a Lisa Jane.
- Como?
- No sonho eu estava no corpo dela como se fôssemos a mesma pessoa.
- Estranho.
- Muito estranho.
- Que horas são?
- 02h28min, nossa é tarde, Vamos voltar a dormir. - disse ele.
- Vai você dormir, que eu vou escrever isso no meu livro.
Ele se virou para dormir e ela foi até o notebook e começou a escrever.
****

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Capítulo 8


Katrina estava em seu quarto, se é que aquilo se poderia chamar de quarto, pois era imenso e lindo cheio de móveis caros e raros.
- Katrina? Está dormindo?
- Não. Entre Charllothe.
- Queria falar com você um minuto.
- Diga.
- Quem é realmente Mandy Lowis?
Katrina ficou tensa.
- Sente-se aqui - Ela obedeceu e se sentou ao lado de Katrina.
- Vai me contar?
- Sim. Muito, muito muitoooooo tempo atrás eu era uma humana e tinha duas amigas, Lisa Jane e Elizabeth.
- A Elizabeth que todos falam?
Katrina assentiu.
- Continue.
- Lisa Jane sonhava em escrever livros que entrassem para a história, queria ser uma lenda, Elizabeth Donahue era a princesa de Roma e eu sou filha do Conde Masmerito. Nós éramos como as três mosqueteiras, mas Lisa Jane queria mais:

"- Damas, eu tive uma ideia! - disse Lisa Jane.
- O que?- perguntou Elizabeth.
- Que tal vivermos para sempre, sem doenças e jovens lindas?
- Você encontrou a fonte da juventude?- perguntou Katrina.
- Não, melhor ainda.
- O que pode ser melhor?- Elizabeth se opôs.
- Encontrei uma mulher e ela me disse que faremos parte de outro mundo onde nós seremos as mais fortes de todos os da nossa raça e infinitos!
- Nossa. Você é sonhadora demais. - disse Elizabeth.

- Não. Vocês que são pessimistas! Vamos topar juntas?

- Eu acho melhor não. - discordou Katrina.
-Por que Katrina? Pense. Seremos as melhores- disse Elizabeth.
- Elizabeth, você já é uma das melhores, nós já somos de realeza, você é princesa, eu irei me casar com o príncipe Bernad e a Liza Jane é rica, o que mais precisamos?
- De eternidade. - disse Lisa Jane.
- Eu não participarei disso com vocês.
- Katrina! Prometemos sermos amigas para sempre em todas as situações. – lembrou-lhe Lisa Jane.
- Mas isso aparenta ser errado.
- Não é. - disse Elizabeth.
- Nós ficaremos vivas para sempre juntas e veremos o ano 3.000.
- Ano 3.000? Mas nós estamos em 1.001 ainda.
- Nunca ficaremos velhas, jamais! Por acaso você deseja se olhar no espelho e se ver como a velha Nancy?- perguntou Elizabeth.
Ela se lembrou da velha louca das matas.
- Não. Não desejo. - respondeu.
- Então iremos! Temos um trato?- perguntou Lisa Jane às meninas.
- Tem a minha palavra! - disse Elizabeth entusiasmada.
- E a senhorita?
Katrina pensou, por que não?
- Sim, tem a minha palavra também. - mesmo aceitando ela ainda estava com aquele pressentimento ruim.
A noite chegou e elas foram até onde era a cabana da mulher que lhe havia proposto a eternidade e força, elas passaram pelas matas, Katrina pôde ver a velha Nancy, a louca, dormindo no chão, ficou com dó da mulher, mas continuou andando com as garotas.
- É ali. - disse Lisa Jane e apontou - Vamos - e puxou Katrina pelo braço.
Elizabeth bateu na porta da casa abandonada, ninguém atendeu.
- Acredito que não tenha ninguém. - disse ela.
- Tente novamente- insistiu Lisa Jane.
Ela bateu com mais força.
- Ninguém atende.
- Então vamos embora- sugeriu Katrina.
Lisa Jane respirou fundo.
- É melhor irmos antes que a velha louca das matas nos veja por aqui. - disse Elizabeth.
- Vamos logo!- insistiu Katrina.
- Se não há ninguém devemos ir aos nossos aposentos. -disse Lisa Jane sem emoção na voz.
Elas se viraram para irem embora, mas justo neste momento a porta se abriu fazendo um ruído.
Elas se viraram e viram a porta aberta.
- Essa porta estava trancada e agora abriu sozinha?- disse Elizabeth.
- Vamos. - Lisa Jane puxou Katrina, mas ela fixou os pés no chão- O que há de errado, Katrina?
- Não estão vendo? Isso não é bom! Temos que ir embora! Agora!
- Katrina! Nós não podemos mais voltar atrás, fizemos um juramento! Vamos. Você será a primeira a entrar.
- Jamais!
- Ahhh! Vai sim, Anda.
Ela bufou depois andou lentamente quando chegou à porta parou.
- Vai. - ordenou Lisa Jane.
Ela respirou e inspirou depois prosseguiu. Ela já estava dentro da casa e teve uma surpresa estranha.
- Meninas! – gritou.
Elas vieram correndo pensando que algo havia acontecido com ela.
- O que!??? Você esta bem? - perguntava Lisa Jane.
- Alguém te machucou? - perguntou Elizabeth.
- Não.
- Então o que?- Lisa Jane estava estressada.
- Olhem. – disse.
Lisa Jane e Elizabeth seguiram o olhar dela e vira o porquê do grito, a casa estava completamente vazia e sem móveis.
- Não acredito que andamos tudo isso para chegar a lugar nenhum!- gritava Lisa Jane. - Katrina você tinha razão! Vamos embora fomos enganadas! - ela se virou, mas a porta se fechou sozinha, as trancando na casa. Lisa Jane tentava abrir a porta.
- Abre a porta! Rápido! Eu quero ir embora!- choramingava Katrina.
- Não estou conseguindo!- disse Lisa Jane.
- Deixe-me te ajudar!- disse Elizabeth.
Elas tentaram juntas sem sucesso.
- Oh Demônios!- gritou Lisa Jane.
- Não fale essa palavra!- gritou Katrina.
- Demônios. - repetiu.
- Lisa Jane pare com isso! Isso não é bom!- disse Elizabeth.
- Demônios, demônios, demônios!- gritou.
- Alguém me chamou? -disse uma voz vinda do lado direito delas.
- Ah você veio!- exclamou Lisa Jane toda alegre se aproximando de uma mulher.
Elizabeth e Katrina ficaram paradas. De onde surgiu essa mulher? - pensaram.
- Gente essa é a mulher que lhes falei.
- Olá. - disse ela.
As garotas continuaram mudas.
- Eu entrei pela janela. - disse ela - a porta estava emperrada.
- A janela está fechada, e se aberta é quebrada, pois esta casa foi abandonada, você não entrou pela janela, simplesmente apareceu do nada, foi você quem nos trancou aqui dentro quando ouviu a Lisa Jane dizer para irmos embora e somente apareceu quando ela gritou aquele nome feio! Eu sei quem você é! - disse Katrina.
- Katrina se recomponha!- disse Lisa Jane.
- Você é muito esperta, Katrina. Eu vi o seu futuro e você será muito forte.
- Eu não farei um pacto com você!
- Do que está falando? - perguntou Elizabeth.
- Ela é um espírito mau, que ronda os lugares fazendo pactos de sangue roubando as almas das pessoas.
- O que?- perguntou Lisa Jane.
- Eu já li sobre a respeito, são bruxas mortas brutalmente que voltam para se vingar dos parentes dos que as mataram, assim lançam uma maldição neles!- disse Katrina.
- Muito esperta, você é perfeita para a minha maldição. - disse a mulher de olhos vermelhos e cabelos cacheados pretos.
- Maldição?- gritou Lisa Jane.
- Sim. Você pensou que eu fosse um anjo? Pobrezinha! - disse a mulher.
Lisa Jane correu até a janela e a quebrou para fugir.
- Você será a primeira - disse ela olhando para Lisa Jane.
Ela começou a se torcer de dor no chão gritando algo como "esta queimando", "estou sentindo muito frio", "tenho sede" ou "para com isso"
- Pare com isso!- gritou Katrina.
- Katrina, venha- Elizabeth puxou Katrina e a jogou para fora da janela em seguida pulou.
- Não podemos deixa-la- gritou Katrina.
- Não posso deixar você morrer! Corra o mais rápido que conseguir e se esconda! Vá. – ordenou.
- Elizabeth, não deixarei você. - Katrina chorava.
- Vai logo, você está me atrasando! Corre! Não olhe para trás e busque ajuda!
Então ela obedeceu, saiu correndo o mais rápido que pôde, caiu, tropeçou, rasgou seu vestido caro. Ela não conseguia mais correr estava muito cansada e não sabia onde estava, decidiu se sentar no chão para respirar, então ela ouviu um barulho e se levantou num pulo.
- Quem está aí?- gritou desesperada.
Ela olhou para as matas escuras então viu alguém se aproximando, ela reconheceu o rosto, era Lisa Jane, Katrina correu até a amiga numa felicidade.
- Você está viva!- gritou e a abraçou, Lisa Jane a empurrou se afastando do abraço- O que foi? Você está bem? Céus! Você está sangrando!- disse ela reparando que Lisa Jane estava coberta de sangue.
- Se afaste de mim.
- Lisa Jane!
- Fique longe! É perigoso você ficar perto!
- O que aconteceu? Cadê a Elizabeth?
- Nós não somos as mesmas.
- Do que está falando?
- A bruxa nos tornou um monstro.
- Ela que é um monstro! Olha o que ela te fez! Está toda machucada cheia de sangue!
- Katrina, essa sangue não é o meu.
Katrina paralisou.
- Eliza...
- Também não é da Elizabeth.
- Então é de quem?
- É da pessoa que eu matei.
Ela gelou.
- Do que esta falando Lisa Jane?
- Ela nos transformou em sugadoras de sangue, só bebendo sangue humano seremos imortais.
- Que horror!
- Fuja daqui antes que eu te mate! Seu cheiro é delicioso.
Ela fugiu de sua ex-amiga, correu até tropeçar em algo... Ou alguém, ela olhou e viu a velha maluca das matas estirada no chão morta, ela gritou depois continuou correndo, Lisa Jane deve ter matado a velha, pensou ela chorando. Ela ficou dois dias perdida na mata sem comer algo sustentável, somente a base de frutas e água de lagos. Então finalmente chegou a um castelo, era o castelo do rei Cristovan Ankek, pai de Bernad seu futuro marido, até que enfim!, Pensou. Ela subiu as escadas e tentou entrar pela frente, ela chamou, mas ninguém a atendeu, então deu a volta e entrou pelos fundos.
- Bernad! Bernad!
Não houve resposta.
- Bernad! Você está aqui?
Não havia ninguém, nem ao menos os criados, então ela pensou ter entrado no castelo errado, e quando se virou viu Bernad bem atrás dela como se estivesse ali há horas.
- Você me assustou. - disse ela com a mão pousada no coração.
- Você é uma linda dama. - ela reparou que ele estava meio pálido e a olhava fixamente no pescoço.
- Bernad, você está bem? Está me dando medo.
- Estou ótimo. - ele começou a se inclinar e começar a beijar o pescoço dela, ela o empurrou.
- Para com isso!- ela correu até as escadas, mas ele já estava na sua frente.
- Não adianta correr. - ele a pegou e a puxou para seu quarto, a jogou na cama.
- O que aconteceu com você?
- Uma mulher me propôs a eternidade e me transformou nisso. - ele se transformou em um homem-pássaro cinza com olhos pretos e vermelhos com presas de morcegos, depois voltou à forma humana.
- Essa mulher fez a mesma coisa com Lisa Jane, ela matou a velha Nancy bebendo dela, você vai me matar?- ela chorava
- Claro que não. Eu nunca te mataria.
- Então me deixe ir.
- Não.
- Então para que me quer aqui?
- Para te tornar como eu.
Ela arregalou os olhos
- Ficou louco? Eu prefiro morrer!
- Eu quero você comigo pela eternidade! Você prometeu que ficaria comigo para sempre!
- Para sempre até a morte, não como um casal de morcegos humanos sugadores de sangue infinitos!
- Querendo ou não você será uma morceguinha.
Ela tentou sair correndo só que ele foi mais rápido a mantendo na cama.
- Eu te amo. - sussurrou ele em seu ouvido depois a mordeu."

- Daí eu virei vampira, encontrei Lisa Jane, ela estava mais má, me disse que Elizabeth havia passado o vírus para seu futuro marido para que no futuro tivesse uma pessoa "do mesmo sangue dela", ela havia consultado uma vidente que lhe disse que haveria uma batalha entre os humanos e os vampiros, depois Lisa Jane tentou matar Elizabeth por que no futuro elas lutariam por Kevin, já as duas querem deter Lowis a do mesmo sangue de Elizabeth por que 50 anos depois elas descobriram que ela seria quem as mataria.
- Que rolo tudo isso! Mas não existe outro meio humano?
- O Kevin é o único.
- E aquela bruxa que jogou a maldição?
- Nunca mais apareceu, nem precisou porque os vampiros sempre mordem e passam o vírus.
- Mas se a Lowis tem o sangue da Elizabeth ela é poderosa...
- Você não faz ideia! Ela e o Kevin são os mais poderosos de toda a raça, eu sei que se o Angel tentar algo contra o Kevin ele morre.
- O Kevin morre. - disse ela com tristeza.
        - Não. O Angel!
- Como assim? Você vive dizendo que se o Angel chegar perto do Kevin ele o mata, então por que você o deixa trancado aqui?
- Por que se ele chegar perto do Angel estará mais perto de sua mãe e se ele se encontrar com ela eu não sei o que pode acontecer! Os dois são muito fortes e não sabem o poder que tem! Um pode matar o outro!
- Caramba!
- O que foi Charllothe?
- Kevin disse para mim que queria ver sua mãe hoje.
- O que? Por que não me contou?
- Não pensei que ele fosse fazer.
- Cadê ele?
- Acho que no quarto.
Elas subiram as escadas correndo. Quando chegaram ao quarto dele, estava vazio.
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