terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Capítulo 9
Lauren acordou atordoada sem saber onde estava.
- Onde eu estou?
Ela olhou em volta viu um quarto de um hotel chique, de repente ela se lembrou do homem, ele a mordeu, ela passou a mão no pescoço e encontrou o que procurava: dois pequenos furos doloridos.
- Ai, a minha cabeça está girando.
- É assim no primeiro dia. - disse uma voz ao seu lado, era Angel.
- O que você fez comigo?
- O que te propus.
- O que?
- Agora você é uma linda vampira.
Ela riu alto.
- Fala sério.
- Estou falando sério.
- Vampiros não existem.
Ele mostrou suas presas e ela gritou.
- Viu? Acredita agora?
- Isso só pode ser um pesadelo. - disse ela pousando a mão na cabeça.
Ele a beliscou, ela deu um berro.
- Viu? Você está acordada.
- Eu sou completamente como você agora?
- Não completamente, você ainda é mulher. - e deu um sorrisinho.
- Nossa! Eu me sinto forte.
- E é! Agora você pode me ajudar a acabar com meus inimigos.
- Só se você me ajudar a desbancar a Lowis.
- Quem disse que ela não é um dos meus inimigos?
Ambos riram e Angel lhe deu um beijo nos lábios.
****
Em frente a uma casa cinza de blocos de barro vermelho. Ele parou ali por que sentiu algo o puxando para aquela casa. Será que ela mora aqui? Ele se perguntou. Então decidiu espiar pela janela, ele subiu num salto felino até as paredes e olhou. Kevin viu por trás das cortinas brancas que se moviam um homem e uma mulher. Esse homem tinha os cabelos castanhos ondulados, era branco e dormia se mexendo, já a mulher tinha os cabelos lisos e muito pretos e dormia feito um anjo. Neste momento ele teve vontade de entrar para vê-los mais de perto, mas sem querer ele tropeçou e fez um barulho que os acordou. Kevin se escondeu do lado de fora da janela do lado direito.
- O que foi isso?- disse o homem.
- Não sei. Deve ter sido um gato. - disse a mulher.
- Vou fechar a janela. Não quero esses gatos entrando na nossa casa e fazendo cocô aqui dentro.
Ele fechou a janela.
- Você estava sonhando com a tal Elizabeth?
- Sabe que eu nem lembro o que estava sonhando!
- Nossa! Você está pior que eu.
- E o que você sonhou?
- Não me lembro.
Eles riram, e Kevin que estava escutando tudo também riu.
- Agora vamos continuar dormindo. - disse ela.
- Tá. Boa madrugada. - disse ele.
- Boa madrugada Ad.
Depois apagaram as luzes.
Seria coincidência demais eles serem seus pais. Kevin olhou para eles uma última vez e partira. Katrina deve estar louca. – pensou.
****
- Como assim você viu a Demi? Ela sumiu há 15 anos! Onde você a viu? - perguntava Carl indignado.
- No estacionamento do mercado.
- Que estranho.
- Não. Você nem ouviu a parte mais estranha.
- Fala logo! Para de enrolar!
- Ela aparentava ter 11 anos.
Carl deu uma gargalhada.
- Você andou tomando umas hoje? - perguntava ele ainda rindo.
- Não! - gritou Rose.
- Então está doida! - supôs.
- Era ela! Eu juro!
- Deve ter visto uma menina parecida.
- Eu não sou cega, nem louca e muito menos andei bebendo. Era ela!
- Então era um fantasma dela. - ele debochou.
Neste momento os dois ouviram um barulho na cozinha que os fizeram levantar juntos num salto.
****
Kevin rondava Nova York à procura de sua mãe, Mandy Lowis. Ele não sabia por onde começar, mas tinha uma intuição: Mapple Street. Ele voou para essa rua e parou em um dos prédios que lhe chamou a atenção e havia "conhecido" uma mulher e um homem que poderiam ser seus pais e ele havia gostado desse casal. Mas seria muita coincidência serem seus pais, mas em vez de zelar o sono desse casal ele saltou da casa e se fora para a mansão da Katrina.
Ela deve estar louca de raiva, pensou ele.
****
- Quem está aí?- perguntou Carl.
Ninguém respondeu.
- Acho melhor irmos lá ver. - sussurrou Rose.
- Ficou louca? E se for o fantasma da Demi?
- Que fantasma o que! Vai lá ver o que é! Você é um homem ou um rato?
- Um rato!
Ela o empurrou até a cozinha.
- Vamos! Anda!- sussurrava ela.
Eles chegaram à entrada da cozinha.
- Está vendo alguma coisa?- perguntou ela.
- Não. - respondeu Carl.
- Nada?
- Não. Eu estou com os olhos fechados.
Ela o jogou no chão da cozinha.
- Hei! Isso não foi legal.
Ela o ignorou.
- Não tem ninguém aqui. - disse ela acendendo a luz.
Carl continuou no chão olhando com os olhos arregalados, olhando algo atrás de Rose.
- O que foi Carl? Não tem nada aqui.
- Atrás de você. - sussurrou ele apontando algo no fundo do corredor.
****
Kevin chegou nas pontas dos pés para não fazer barulho, mas quando se virou Katrina estava bem à sua frente.
- Onde você estava? Quero a verdade.
Ele suspirou e se sentou na cama. Começou a brincar com um ursinho de pelúcia sem olhar para Katrina.
- Não vai me responder?
- Sabe. - disse ele sem olhar para ela. - Às vezes as pessoas têm vontade de conhecer seus pais.
Katrina gelou.
- Kevin, vou te perguntar mais uma vez, onde você estava?
Ele parou de mexer no urso de pelúcia e finalmente olhou para Katrina.
- Eu fui procurar meus pais.
- Você ficou louco?
- Por que? - ele se colocou de pé na frente dela. - Por acaso é pecado saber quem são seus pais?
- Não! Mas é perigoso!
Ele ia dizer algo, mas em vez disso parou e encarou o chão.
- Mas eu só perdi meu tempo. - disse ele.
- Como assim? - perguntou Katrina.
- Não os achei.
- Graças a Deus!
- Graças a Deus? Eu disse que não os achei e você fica feliz?
- Não fico feliz, fico satisfeita! Você em primeiro lugar tem que se cuidar! E o Angel está na cola da Lowis!
- Eu sei.
- Promete para mim que você não fará mais isso.
Ele encarou a janela depois olhou para o chão.
- Promete!
- Eu prometo.
- Sério?
- Sério.
- Então olha para mim.
Ele olhou.
- Da próxima vez você pode não ter a mesma sorte de não encontrar com o Angel.
- Eu já disse que prometo. Dou-lhe a minha palavra.
- Então tudo bem.
Ela se retirou do quarto dele.
- Eu prometo somente por enquanto. - disse ele a si mesmo.
****
Lowis estava entrando em um túnel onde havia uma pequena luz no fundo, ela não sabia por que seguia a luz, mas tinha certeza que era para ir até lá, ela começou a acelerar o ritmo quando percebeu que a luz se distanciava ela gritava algo, mas não ouvia sua própria voz, a luz começou a ficar mais forte, que a fez cegar e cair no chão.
Quando voltou a abrir os olhos ela percebeu que não estava no túnel, mas sim em uma sala de jantar sentada em uma mesa de vinte cadeiras, a sala era diferente, parecia não ser da nossa época, mas sim do século XIX, ela achou estranho estar ali pois essa nunca fora seu século favorito, sempre amou os anos 60 e agora estava ali, em Roma á anos atrás. Ela reparou em si mesma, usava um vestido lilás, a sua cor predileta, com bordados roxos, era um vestido típico da época e muito chique, ela queria se ver em um espelho então se olhou em um à sua frente, mas algo estava errado. Seu cabelo preto e liso estava loiro com mechas perfeitas onduladas e a pele mais pálida, seus olhos verdes estavam dourados com uma olheira cinza, seus lábios estavam mais empinados e vermelhos e ela estava mais alta, seu nariz mais fino como a da Barbie, e aparentava ter somente 17 anos, mas de todo o jeito estava linda e angelical, mas aquela moça com certeza não era a mesma Lowis. Pelo reflexo do espelho ela avistou um rapaz, muito bonito, ela se virou para vê-lo, ele tinha os cabelos loiros e olhos castanhos avermelhados eram alto e vestia uma roupa de, ele se curvou diante dela e a olhou de baixo e aos poucos se levantou.
- Pensei que a senhorita não viria.
- Por quê? Eu não havia te prometido?
A voz da "não Lowis" saía, mas não era ela quem falava.
- Sim, você havia prometido, mas pensei que não cumpriria com sua palavra.
- Bernad, eu não sou desonesta.
- Sim, creio.
- Então, o que você quer de mim?
- Alguns criados me informaram que você é a mais forte de todos.
- Que elogio. Continue por favor.
- E eu pensei que talvez a senhorita me ajudasse.
- Ajudar um príncipe? Que honra, mas ajudar exatamente no que?
- Eu transformei a Katrina.
- O que? Eu a deixei viver e você a transforma?
- Eu gosto dela.
- Gosta nada! Ela é muito diferente de nós! Trazer-nos muitos problemas!
- Não se estiver ao nosso lado.
Ela parou e pensou.
- Boa ideia, se ela se juntar a nós seremos infalíveis.
- Vai me ajudar?
- Sim. Diga.
- Eu quero que você me ajude a trazer a Katrina de volta.
- Sim, sim. Mas temos um pequeno problema.
- Qual?
- Elizabeth.
- Mas ela não morreu?
- Morreu nada!
- Mas todos a viram caindo do penhasco batendo nas rochas.
- Ela não caiu, ela pulou e ela não bateu nas rochas, ela voou.
- O que? Ela voa?
Ela riu alto como se isso fosse uma piada.
- O que é gozado?
Ela suspirou para se recompor depois continuou.
- Você tem somente três dias de transformação daqui um tempo você perceberá que pode voar.
- Com asas?
- Com asas.
- Legal.
- Legal nada. Na hora da transformação a dor é imensa. As asas saindo das suas costas é um pesadelo.
Ele engoliu em seco.
- Mas o negócio é o seguinte, a Elizabeth está com ódio de mim por que ela se tornou vampira graças a mim, eu tenho que treinar para ser mais forte que ela. Então nós vamos fazer um pacto.
- Que pacto?
- Somente concorde.
- Eu concordo. Agora diga.
- Você me ajuda a ser a vampira mais forte que eu te ajudo ter a Katrina.
- Com certeza temos um pacto pela eternidade.
Ela se virou de volta para o espelho e olhou para a Lowis ou a si mesma e disse na mente que Bernad não pode ouvir somente Lowis:
"Velhas e doces amigas, a Lisa Jane voltará mais forte do que ninguém".
Então Lowis acordou. Adam acordou ao mesmo tempo assustado.
- Teve um pesadelo? - perguntou Adam preocupado.
- Não exatamente.
- Então o que?
- Tive um sonho diferente com novos personagens que parecia mais uma lembrança que alguém quisesse que eu visse.
- Elizabeth estava nele?
- Não. Mas comentaram sobre ela.
- Comentaram?
- Sim, eu me lembro de seus nomes. Havia um cara loiro cujo nome era Bernad e ele pedia a ajuda de uma linda moça que parecia um anjo, o nome dela era Lisa Jane.
- Eles falaram alguma coisa que fizesse sentido?
- Na verdade nada! Nem entendi o que falavam.
- Tenso.
- Mas havia coisas surreais.
- Que tipo de coisas?
- Eles estavam mais ou menos no século XIX.
- Mas você detesta os séculos passados.
- Sim! Eu sei!
- O que mais?
- Eu era a Lisa Jane.
- Como?
- No sonho eu estava no corpo dela como se fôssemos a mesma pessoa.
- Estranho.
- Muito estranho.
- Que horas são?
- 02h28min, nossa é tarde, Vamos voltar a dormir. - disse ele.
- Vai você dormir, que eu vou escrever isso no meu livro.
Ele se virou para dormir e ela foi até o notebook e começou a escrever.
****
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