sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Surreal Lowis - Prólogo

The Devil Angel
















                                Para o meu pai que me incentivou a escrever essa história.










                                                                          Prólogo



Às vezes as coisas não são realmente como aparentam ser, às vezes o que você acredita não passa de uma mentira e o que você nunca acreditou é a mais pura verdade, mesmo que seja surreal.

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Isso aconteceu com um rapaz, de 20 anos, em 1788, seus irmãos acreditavam que um demônio sugador de sangue existia e que rondava seu continente na Roma, mas ele acreditava que tudo isso não passava de lendas inventadas pelo homem para colocar medo nas crianças, até...
                                                                         
...Até o dia em que ele decidiu sair para nadar, e avistou uma moça que nunca havia visto pelos campos, então se aproximou para saber quem era a bela donzela.
- O que uma dama faz aqui a essa hora? É perigoso.
- Algumas Damas sabem se cuidar. - disse ela.
- Me perdoe, não quis ser importuno. Somente me preocupei, um cavaleiro cuida da preservação das Damas de Roma.
Ela era uma linda moça, tinha os cabelos negros como breu, olhos verdes, uma pele tão branca que parecia até brilhar, vestia um vestido vermelho, um clássico da época.
E agora sorria para ele.
- O Senhor aparenta ser um bom rapaz, mas não se preocupe comigo, pois quem vê cara não vê coração.
- Como assim?
- Talvez eu seja uma onça em pele de cordeiro.
- Não acredito, a senhorita parece frágil e inofensiva.
- Você acredita mesmo nisso?
- Sim, de fato.
- E se eu te mostrasse uma coisa que você nunca esqueceria? Nunca mesmo.
- O que?
- Isso.
Então ele ficou pasmo, não conseguiu falar e muito menos se mexer, porque aquela doce Dama havia se tornado um monstro, presas haviam crescido no lugar de seus lindos e brancos dentes, sua pele havia ficado de um branco meio cinza, as partes verdes e brancas de seus olhos estavam pretos, garras cresciam em suas pequenas mãos e o pior e inacreditável eram as asas, elas eram enormes da mesma cor da pele. Naquele momento ele teve vontade de gritar, mas sua voz não saia.
- Quem é você? - ele sussurrou.
Ela se aproximou dele numa velocidade surreal que fez seu cabelo voar.
- Fique quietinho.
Ele queria correr, mas suas pernas estavam petrificadas, e aquela coisa se aproximava mais ainda dele com os olhos fixos em seu pescoço.
- Você é um bom rapaz, merece viver eternamente. Você gostaria de viver para sempre?
Ela puxou a gola da blusa dele. Considerou seu silêncio como um 'sim'.
- Eu farei você eterno.
Depois disso ele gritou com a dor, ela estava mordendo o pescoço dele, ele se jogou no chão com suas mãos no pescoço, quando finalmente parou ela se afastou num voar e parou no ar com suas asas batendo e virou para partir e pelo canto do olho ela o olhou e disse:
- Ah! Você havia me perguntado que eu era...
Ele levantou a cabeça para vê-la.
-... Eu sou Elizabeth Donahue, uma vampira. Como você será agora.
- Por que fez isso comigo?
- Por que precisarei de você daqui uns séculos.
E depois voou partindo para a escuridão daquela noite fria e escura.
Ele começou a levantar lentamente, com uma fúria fluindo dentro dele, ainda com a mão em seu pescoço ele começou a falar ao vento:
- Eu irei atrás de você!-gritou. - Você me tornou um monstro! E eu juro que acabarei com você! - ele se recompôs e depois meio que sussurrando continuou - ... e o meu nome ninguém jamais esquecerá, Angel.   
                                                                             *****             

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