quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Capítulo 5


Era 00h00min e Angel andava de um lado para o outro, e seus capangas o olhando, com cara de não estar entendendo nada, na verdade era mais cara de sono do que qualquer outra coisa.
- Pare de andar vai furar o chão.
- Cala boca seu imprestável, senão você vai dormir para sempre, entendido?
- tudo bem.
- Mandei calar a boca não entendeu?
- Tudo bem. - e bocejou.
- Vou te matar, cala boca!
Ele ficou quieto e balançou a cabeça concordando.
- Já sei. - disse Angel.
Ele viu que dois de seus capangas estavam babando de dormir
- Acorde - gritou ele, e tacou um copo no chão fazendo com que eles acordassem.
- Estou aqui ainda? - disse um de seus capangas
- É. E não ajudou em nada, na verdade ninguém aqui pensou em nada, e você... - e apontou para o que o questiona-lo -... Vai morrer daqui uns dias.
Todos ficaram atentos para ouvir o que Angel falava.
- Então tive uma ideia, prestem atenção!!! - ele fez uma cara de sofrimento e tudo que ele ia falar se transformara em um sentimento estranho, ele sentiu um aperto no coração. - Que horror.
- O que está acontecendo com você chefão?
- Estou com um sentimento muito estranho.
- Sobre?
- Vagabunda.
- Hã? De quem você está falando?
- Quem é a vagabunda que eu odeio? Pensa seu paspalho!
- Elizabeth ou Katrina?
Angel franziu a testa e ficou olhando para o chão pensando.
- É verdade, tem duas, mas eu acho que é a Elizabeth, faz 4 séculos que não a vejo. O que ela quer comigo? Sinto que ela vai se aproveitar de mim, e ela está por perto.
- Nossa virou vidente agora? – interrompeu.
- Já mandei você calar a boca imbecil - ele apareceu ligeiramente em sua frente e torceu seu pescoço como se estivesse torcendo um pano - Eu avisei que eu te mataria daqui uns dias felizmente o matei antes - disse ele se referindo ao cadáver.
Os outros olharam assustados, mas com indiferença, e Angel chutou a cabeça do "imprestável" como se fosse uma bola de futebol.
- Então, ela está por perto, ela vai aprontar alguma, mas pra que? Depois de tanto tempo!!!
- Mas o que você acha que ela vai fazer?
De repente ficou em uma espécie de transe, olhou para o nada como se visse alguma coisa. 
- Ela precisa de mim, vou até ela, não, não agora daqui uns tempos daqui uns tempos daqui uns... Ela precisa de mim - uma lágrima de sangue começou sair de seus olhos - ela precisa de mim, ela precisa, precisa sim - ele começa tremer a cabeça e suando freneticamente - eu preciso dela bem aqui, eu preciso dela, preciso, mas por quê? Isso não importa nós precisamos um do outro - falou sussurrando e com dificuldade, e suas lágrimas rolavam muito rápido e ele tremia muito - por que faz isso comigo? Para! Sai! Sai daqui! Sai – gritou. – Não! Não! Vem pra cá preciso de você! - fechou os olhos e caiu no chão como se alguém o empurrasse.
- O que está acontecendo, gente vamos fazer alguma coisa, por favor.
- Eu não! Ele é muito mau. Ele merece isso.
- Se ele ouvir isso quando acordar ele te mata!
- Você é um trouxa, faz tudo o que ele pede.
- E o que você está fazendo aqui então?
- Eu? Eu... Ah! Isso não importa.
- Então me ajude com ele.
- O.K. - revirou os olhos e se abaixou para pegar Angel.
Eles pegaram Angel, um o pegou pelas pernas e o outro pelos braços, mas isso era inútil os dois eram fortes o suficiente pra carregar uma pessoa nos ombros.
- Hey! Deixa que eu o leve.
Eles o colocaram na cama e ficaram o sacudindo de leve até ele acordar.
- Angel, Angel acorde, como você está.
Angel levantou em um pulo e em um grito como se estivesse num pesadelo
- Ah isso é tão bom tão bom - passou a mão em seus cabelos depois em sua blusa e em seguida no centro de sua calça e mordendo os lábios como se tivesse algum prazer, um prazer de sangue - tão bom que não posso resistir, Elizabeth estou aqui venha quando quiser - mordeu os lábios novamente.
- O senhor está bem? Volte para nós.
- E você acha que ele volta assim? Se liga. - e estalou os dedos.
Angel estremeceu o corpo como se voltasse e piscou assustado.
- O que? O que houve?
- Você de repente enlouqueceu, dizendo que precisava dela e que ela precisava de você e depois desmaiou e acordou meio em transe ainda, e acordou agora.
Tudo passou muito rápido em sua cabeça e fez com que Angel se lembrasse de tudo.
- Vocês têm que fugir.
- Por quê?
- Rapidamente.
- Isso não importa agora, mas tem que fugir o mais rápido se não. - Houve uma pausa rápida. - senão sei lá o que aquela vagaba pode fazer.
- Como vamos fugir?
- Não sei , não vão embora não fiquem aqui ainda preciso de vocês, o Kevin ainda vai ser meu!
- Tudo bem, ficamos.
- Angel.
- Diga.
- Angel.
- Diga caramba, você está ficando louco?
- Não fomos nós que falamos isso.
- Quem foi? - e se virou rapidamente fazendo um circulo em torno de si mesmo
- Não sei.
Ele entrou em desespero com a mão na cabeça.
- Não! Não! Não! Ah!
Então apagou.
****
- Maldição! - gritava Katrina á Charllothe.
Charllothe era uma típica vampira do século XIX, tinha um rosto que lembrava as pinturas de Leonardo Da Vince e teria 15 anos até o fim dos tempos, já Katrina Romanny era mais velha, tão velha que se expôs-se no sol nem pó viraria simplesmente sumiria.
- Cadê o Kevin? - perguntava Katrina desesperada.
- Ele disse que iria tomar um ar. - disse Charllothe.
- Como assim tomar um ar sem ao menos me avisar? Onde ele foi tomar um ar?
- Não sei.
- Ele é tão burro! Se o Angel capturar ele...
- Ele não vai me capturar. – disse uma voz vinda atrás delas.
Então elas se viraram para ver quem falava.
E lá encontraram um garoto entrando pelas portas do salão principal da mansão, um garoto cuja pele era de um branco rosado, cujos olhos eram de um tom castanho amarelado, de cabelos castanhos e enrolados que sempre faziam as pessoas pensarem em anjos, e agora ele entrava no salão com um sorriso angelical e de deixar qualquer um sem ar.
- Posso saber onde o Senhor estava?
- Tomando um ar.
- Onde?
- Lá fora.
- Pra que?
- Para tomar um ar.
- Da próxima vez me avisa!
- Katrina, relaxa.
- Como eu vou relaxar com você dando fugidinhas sendo que o Angel está doidinho atrás de você?
- Ele não vai me pegar.
- Você que pensa!
- Tá! Que seja! Eu não saio mais. Melhor para você?
- Muito.
Então ele foi para seu quarto.
- Está vendo Charllothe? Ele está pedindo para morrer!
- Falar em morrer, o que aconteceu com a Elizabeth?
- Ah! Aquela vagaba? Eu a tranquei em um subterrâneo, mas ela é muito esperta e vai dar um jeito de sair de lá o mais rápido possível, então eu tenho que dar um jeito logo no Angel, e sumir com a Lowis, Ah! E deter o Bran.
- Não entendo mais nada, o que está realmente acontecendo?
- Eu falei com umas vampiras bruxas e as coisas não estão nada boas.
- O que? Fala logo!
- Problema 1: a Elizabeth quer o Kevin, quer me matar, brincar com o Angel e possuir a Lowis. Problema 2: O Angel quer roubar o Kevin e beber dele para ter força vital. Problema 3: O Bran e sua turma quer matar a Mandy Lowis.
- Fiquei confusa. Pergunta 1: Por que a Elizabeth quer possuir Lowis?
- A Lowis é um "parente" dela.
- Como assim?
- A Elizabeth deu sangue de vampiro para seu ex-marido da época, que passou o vírus para sua outra mulher que passou para seus filhos que passaram para seus filhos... e foi passando, até que nasceu a Lowis que teve um filho que rejeitava. Então ela acha que Lowis é um "projeto" dela.
- Ahhh. Pergunta 2: Por que o Bran está atrás de Lowis?
- Na verdade ele ainda não quer mata-la.
Charllothe ergueu uma sobrancelha em duvida.
- As vampiras videntes viram que Lowis irá expor o mundo dos vampiros com os dos humanos e Bran virá atrás dela.
- Mas ele é o vampiro mais poderoso! E virá pessoalmente para matá-la?
- Ninguém sabe, mas Lowis é mais poderosa que ele.
Charllothe ficou muda.
- Estamos ferrados. – disse.
                                                                        ****
Adam acordou e viu Lowis na mesinha de cabeceira dormindo em cima do notebook.
- Hora de acordar bela adormecida. – sussurrou.
- Hã? Onde eu estou?
- Numa cadeira.
- Cadeira? - ela olhou ao redor e se lembrou- ah eu tive um sonho legal e decidi escrever sobre ele para colocar na história que faremos para o livro!
- Isso que é coragem! Mas agora levante-se temos que ir ver seu pai.
- Hummm.
- Você não quer mais ir? Se você não quiser tudo bem, eu não gosto de hospício mesmo. - ele falou em voz mais baixa. - lá me dá calafrios.
- Não nós vamos. Tenho que vê-lo.
Ela se levantou e foi até o toalete para se arrumar, então escolheu um jeans, camisa branca, botas e jaqueta.
- Parece uma estrela do rock. - disse Adam.
- E você parece um mendigo. - eles riram.
- Vamos?
- Vamos.
Eles saíram, Adam foi o primeiro à chegar perto da porta do carro, Lowis ficou de costa para ele para fechar a porta da casa então foi quando ela escutou um grito e deu um pulo.
- Lowis olhe ali! Na sua esquerda!
- O que? O que?- ela olhava, mas a rua estava deserta - O que Adam?
- A garotinha estava ali! - ele apontou para o chão da rua, mas não havia ninguém.
- Adam, não tem nada ali.
- Mas eu a vi! E estava olhando para você!
Um arrepio passou pela coluna de Lowis.
- Deve ter sido impressão sua. 
- Era ela!
Lowis olhou novamente.
- Se era já se foi.
- Eu não estou ficando louco.
- Talvez seja a pressão de estar indo a um hospício. - e riu.
- Não brinca! Tá?
- Está bem, mas vê se não dá um "piti" desse lá se não eu vou ser obrigada a te deixar no manicômio. - e deu uma gargalhada.
- Está achando engraçado, né?
- Muito!- e continuou rindo.
- Então vê se você acha isso engraçado. - então ele a pegou no colo.
- Me põem no chão! Você é muito alto eu me sinto em cima de um prédio!
- Prédio?
- Foi a primeira palavra que me veio na mente.
Eles riram. Então a pôs no chão.
- Entra no carro. - disse ele e lhe deu um tapinha no bumbum.
Eles entraram e partiram.
    ****

Ah que droga, o que aquele cavalo tem que eu não consigo me comunicar com ele? e porque que o nome dele é Angel? Aquilo é uma praga!!! - Elizabeth deu um leve soco com as mãos na parede - eu não acredito que não consegui, vou ter que usar a escritorazinha Elizabeth 2º, ela vai me ser útil, perdi meu tempo com aquele paspalho - Elizabeth levantou a cabeça num susto e olhou pra frente se dando conta do que ela fizera - O que eu estou fazendo? Legal estou falando sozinha de novo, é isso que dá ficar presa por um mês nesse lugar de gente morta, o que aquela Katrina acha que eu sou, defunto? Ela está muito enganada, aquela vassoura dos infernos, aah que ódio! Eu ainda a pego, Ah se pego, e quando eu pegar..., é! Eu ainda estou falando sozinha - e passou a mão em seus cabelos negros – O.K. Vou me comunicar com a Lorena, é esse o nome dela, não é? Nossa não me lembro de mais nada, preciso imediatamente de sangue se não vou enlouquecer!
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