sábado, 15 de fevereiro de 2014

Capítulo 7


Rose entrou no supermercado Bom Paladar, ela queria comprar flores para colocar em seu jardim, então foi até a floricultura do mercado e comprou algumas tulipas. Depois se dirigiu para o caixa.
- Rose? Rose Garden?
Ela olhou para a moça do caixa, era uma mulher de cabelos aparentemente preto avermelhado por trás dos laços do uniforme do mercado, gorda, desdentada e meio atrapalhada:
- Você não se lembra de mim?
- Desculpe. Deveria?
- Deve ser porque eu estou de cabelos presos e sem os pompons de líder de torcida.
Ela continuou com cara de ponto de interrogação.
- Sou eu! Tinna! Tinna Barton.
Tinna Barton? A gostosona do 1º grau? Não... Não... Não podia ser. Eu já ouvi dizer que as populares sempre mudam para a pior, mas isso já é demais! A Tinna que eu conheci era morena, popozuda e elegante, essa aí era gorda e nada elegante... Mas os olhos... Caramba! È ela mesmo! Rose disfarça, não olha os pneus dela e demonstre que lembrou, pensou.
- Oi! Como você mudou!
- Você continua a mesma!- ela olhou para as flores que passavam no caixa. - Você tem um jardim?
- Sim. Amo ele demais.
- E está casada?
- Não, acho que casamento não é para mim.
- Querida... Não se case, é uma sentença de morte... É suicídio!
- Como sabe?
Ela mostrou sua aliança em resposta
- Ahhh!
- Me casei depois que saí do 2º ano. Foi uma maldição! Ele é um tremendo vagabundo!
- Hummm!
- Por favor, tem mais gente querendo pagar as compras. - disse uma voz de homem atrás de Rose.
- Ah! Desculpe-me.
- Tchau Rose, volte sempre.
- Tchau.
Então ela saiu do supermercado, desligou o alarme do carro e quando chegou perto as chaves caíram, mas quando se levantou teve uma surpresa que a fez paralisar e derrubar as chaves de novo.
- Não é possível. – sussurrou.
Ela vira a Demi, Demi Del Simon, a irmã de Lowis, mas algo estava errado, essa Demi aparentava ter 11 anos como da ultima vez que a vira, mas era completamente impossível, hoje ela teria 26 anos, ela sumira a 15. Mas a semelhança era muita. Rose ficou encarando sem pestanejar. A garota acenou como se estivesse se despedindo, Rose se abaixou para pegar as chaves e quando se levantou a garota não estava mais lá. Rose saiu correndo pelo estacionamento procurando a menina, mas só encontrou o nada.
                                                                                                   ****
Kevin e Charllothe estavam deitados no telhado da mansão.
- Estrelas. Para que existem? Será que existem para quando o fim do mundo chegar?- perguntou Kevin.
- Não sei. Só sei que são lindas. Mas eu não entendi, como assim para o fim do mundo?
- Uma vez me disseram que o mundo acabará em fogo, estrelas são bolas de fogo, e se elas caíssem e destruíssem o Planeta Terra? Ás vezes coisas lindas podem se tornar perigosas.
- Onde você está querendo chegar?
- Talvez a Katrina seja perigosa.
Charllothe se sentou e o olhou com os olhos severos
- Se não fosse por ela eu estaria morta! E você viraria comida de Angel! Seja mais grato!
Ele se sentou.
- Eu sou grato. É só que às vezes ela age como se eu fosse propriedade dela.
- Ela se preocupa só isso.
- Não sei, mas eu quero ver uma coisa.
- Que coisa?
- A minha verdadeira mãe.
  ****
Lauren saia da academia Menphys Coul, estava vestindo uma roupa de esporte da cor azul que destacava seus cabelos louros e suas belas curvas. Ela estava com raiva. Muita raiva de sua colega de trabalho, Lowis. Elas não se davam bem desde o jardim de infância, Lowis sempre quis ser melhor do que eu. Agora tenta escrever um livro e ainda me chama de imprestável na cara dura! Ela disse: você foi recusada em 27 editoras! 27! Por que tudo isso?! Eu sou melhor que todos! Mereço o melhor! E se eu tivesse poder absoluto a Lowis seria a primeira a provar dele, pensou. Depois Lauren parou. Sentiu uma presença atrás dela. Ela se virou, mas não viu nada.
- Estranho. - disse ela em voz alta.
Ela achou estranho, porque teve uma súbita sensação de que estava sendo seguida, mas não pelas ruas e sim pelos prédios, teve uma sensação de que alguém à seguia em cima dos prédios, depois continuou andando, só que mais rápido, ela ainda estava Com esse pressentimento bobo, então ouviu um som estranho, como bater de asas só que gigantes, ela se virou rapidamente mas as ruas estavam desertas e ela começou a olhar para cima do prédio ao lado, não viu nada.
- Acho que eu pirei. – riu.
Então quando se virou seu coração teve um solavanco que quase lhe fez parar o coração devido o susto.
Havia um rapaz bem atrás dela. Um rapaz muito bonito. - pensou Lauren. De cabelos pretos e lisos, parece uma estátua grega, pensou.
- Olá. - disse ele. Sua voz era rouca com um timbre sexy.
- De onde você saiu?
Ele continuou olhando para ela com os olhos fixos.
- De algum lugar. Como é o seu nome?
- Lauren. E o seu?
- Angel.
- E o que está fazendo aqui?
- Passeando a procura de uma bela donzela.
Então já achou, pensou Lauren.
- Mas você em especial me atraiu até aqui.
Ela não entendeu, Angel percebeu e prosseguiu.
- Sua raiva me trouxe até você.
- Que?
- Por que tanto ódio?
- Por que eu te contaria? Acabei de te conhecer.
- Porque você precisa desabafar. Vamos.
  Ela pensou, então deu de ombros.
- O.K. Eu trabalho numa editora e uma colega de trabalho... - ela respirou fundo. - Deus, como eu a odeio.
  Ele, todo atencioso analisou a expressão da moça.
- Quero te propor uma coisa.
- Que coisa?
- Você gostaria de ser forte para acabar com todos que detesta?
 Ela arregalou seus olhos cinza.
- Claro!
- Mas há uma condição.
Ahhh! Lá vem merda, quer ver?!- Pensou Lauren.
- Que condição?
- Eu preciso de uma companheira para as minhas maldades, você me parece forte e sua aura é preta. Quer viver para sempre?
- Acho que quero... Mas no momento só quero destruir Mandy Lowis.
   Angel quase caiu ao ouvir esse nome.
- Que?
- Que o que?
- Mandy Lowis?
- Sim, por que o espanto?
- Por que eu também a odeio.
  Lauren riu alto.
- Por que a odeia?
- Por que sim.
- Por que sim não é resposta.
- É resposta sim quando eu disser que é! O.K.?
- Tá! Tá! Agora como você me tornará invencível?
- Assim.
  Então ele a pegou e mordeu seu pescoço.
 ****
Quando chegaram, Adam foi tomar um banho e Lowis foi descansar na cama:
- O que foi tudo aquilo? - perguntou a si mesma sobre o que aconteceu na clinica. Ela não estava se sentindo bem espiritualmente então teve uma ideia.
- Cadê o meu notebook?- ela procurou e o achou na estante. Começou a escrever tudo o que aconteceu, cada detalhe. Ela jamais deixaria alguém saber que essa história era dela mas iria querer que publicassem mesmo que fosse um livro ruim, ela precisa que mais pessoas compartilhem sua história.
Adam saiu do chuveiro.
- O que está fazendo?
- Continuando o livro.
- Sério? Ainda vai continuar escrevendo sobre essa Elizabeth mesmo depois do que aconteceu hoje?
- Não estou escrevendo sobre a Elizabeth, estou escrevendo sobre os meus sonhos e os acontecimentos.
- Agora eu duvido da April Everyday falir.
Lowis não entendeu.
- Por quê?
- As pessoas gostam de histórias de terror.
- Ah... Algumas pessoas gostam.
- A grande maioria.
- Pode ser.
- Lowis, você disse que está escrevendo sobre seus sonhos e acontecimentos, não foi?
- Foi.
- Mas você acha que são sonhos ou visões? Aquilo na clinica foi muito real.
- Eu sei.
- Então?
- Não entendo muito bem o que está acontecendo, mas vou escrever tudo o que acontecer nesse livro.
- Notebook- corrigiu.
- Que seja! -ela riu.
Então continuou escrevendo e foi dormir.
                                                                                                  ****
Era 01h49min da manhã, alguém batia na porta de Carl, ele acordou assustado e se levantou meio sonâmbulo. Então abriu a porta.
- Rose?- ele quase gritou.
- Carl me desculpe, eu sei que é meio tarde...
- Meio tarde? Que nada! Só é muito cedo. - disse ele brincando.
- Me escuta! Tenho uma coisa muito séria para te contar.
- Mas não aqui fora está muito frio, entre.
Eles foram até a sala.
- Diga.
Ela o olhou de baixo para cima e começou a rir.
- Que foi?
- Você dorme de pijama de bichinhos.
- E daí? Fala logo o que você tem que falar porque eu quero voltar a dormir.
Ela ainda ria alto.
- Me desculpe, é muito engraçado! Ha! Ha! Ha! Ha! Ha!- ela se jogou no chão.
- Rose, para de rir de mim! Isso é maldade.
- Tá. Parei.
- Parou mesmo?
- Sim, parei.
- Então fala.
- Hoje eu vi uma coisa muito surreal, algo que eu nunca deveria ter visto.
- O que?
- Uma pessoa.
- Quem? Não me deixa curioso!
- Demi Del Simon
    ****             

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