sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Capítulo 6


Eles chegaram por volta das sete horas, pois ligaram para a clinica e disseram a eles que o horário de visita seria às 19:30, então foram ao shopping e de lá para a clinica.
Lowis descia do carro abraçada com Adam indo para a clinica, então veio uma voz em sua mente chamando.
"Lorena, Lorena, me escuta preciso falar com você".
- Que? Elizabeth é você? - disse ela parando rapidamente com a mão direita e os dedos esticados para frente.
"Sim sou eu Lorena, onde você está? Em um hospício? por quê? ok isso não importa. Então preciso de você agora, mas olha não precisa falar com a boca, assim você não assusta seu marido, só pense que eu vou receber o que você quer me dizer tudo bem Lorena?”
- Tudo bem. Mas é Lowis e não Lorena. - Lowis balançou a cabeça se lembrando do que ela dissera.
- Lowis o que você tem? Está ficando louca falando sozinha?
Lowis virou para ele e disfarçou.
- HAHAHA estou brincando com você estamos em hospício só queria zoar com você.
- Parecia que estava possuída, você deveria ser atriz sabia?
- Não, Não. Eu sou mais ser escritora, viu? Ha, ha. Vamos?
- Sim vamos.
"Elizabeth está aí ainda?"
"Sim eu estou. Mas é verdade, você deveria ser atriz. O enganou facinho."
"Ha, ha. Então não tem como você vir mais tarde, sabe o que é?! eu vou visitar o meu pai e preciso falar com ele. E você sempre vai me assustar assim? eu estou com medo de você!"
"Sim vou te assustar e você não está com medo!!! Vou te dar uma hora, se não vou aparecer de novo entendeu? E eu não costumo ser boazinha assim viu?"
- Tudo bem. Uma hora. - ela falou em voz alta depois continuou com a voz da mente - "Ops, tudo bem, uma hora, tchau".
Lowis voltou ao "mundo real" e se assustou com Adam novamente.
- internar. Quer?
- Hã?
- Vou te internar quer?
- Por quê?
- você estava andando distraída, e falou sozinha de novo. – disse Adam.
- Estou pensando alto. Sobre o livro, sabe? Muita ideia que até vem para fora. - disse ela disfarçando.
- Tudo bem. Vamos minha doidinha, digo docinho.
Ela sorriu e se dirigiram até a recepção.
- Oi posso ajudá-los? - disse a recepcionista.
- Sim, nós viemos visitar o meu pai.
- É. - concordou Adam.
- Tudo bem! Como é o nome do seu pai?
- Joseph Del Simon.
A recepcionista olhou em seu computador.
- Podem ir, no quarto 28, segunda direita. E vocês podem ficar por uma hora e meia, tudo bem?
- Tudo bem, obrigada.
Adam abraçou Lowis na cintura com uma leve força.
- Ah! É tão bom estar com você sabia? – perguntou Adam.
- Até aqui? - ela virou parando de frente com Adam e o olhando nos olhos.
- Em qualquer lugar! – Então ele lhe mandou um beijo no ar.
Mas Lowis não aguentou e deu uma leve mordida em seus lábios e o roubou um selinho.
- Lowis, em casa. Tudo bem? - e deu um sorriso de lado.
- Tudo bem, vamos.
Eles chegaram ao quarto e viu Joseph sentado em uma cadeira de cerejeira e com almofada branca, e ele balançava sua cabeça para frente e para trás com as mãos nos joelhos.
- Pai como você está? - disse ela com uma voz baixa e suave.
- Estava ótimo até você me colocar aqui nesse lugar com essas pessoas e fiquei assim.
- Pai, você disse que viu vampiros, e que eles que atacaram e raptaram a Demi, e o senhor falava isso frequentemente, sem parar, e tivemos que fazer isso.
- Teve! – disse ele rindo com falsidade. – Tenho certeza que foi esse vagabundo, pé-rapado do seu marido que quis me colocar aqui só pra ficar mais tempo com você, pra fazer as coisas que gostavam de fazer na adolescência que resultou no Kevin!
- Kevin? - Adam perguntou.
- Como sabe disso?- perguntou Lowis surpresa.
- Um vampiro me falou isso. – Joseph respondeu.
- Claro, até porque vampiros existem. - disse Adam ironicamente.
- O que sabe sobre o Kevin? – perguntou Lowis.
- Ah! Então você já sabe alguma coisa. Andou falando com a Elizabeth? – perguntou Joseph.
- Do que vocês estão falando? – perguntava Adam confuso.
- Eu sei lá, Adam! Ele está ficando louco! – ele sempre foi louco, pensou Lowis.
- E você Lowis? Estava falando dessa tal Elizabeth agora pouco! – Adam queria respostas. - E você Lowis, sabe desse tal Kevin! O que está acontecendo com vocês dois?
- Quem é esse Kevin? Pai o que você está falando. - disse Lowis tentando disfarçar e gritando ao mesmo tempo.
- Agora você não sabe? Você que deveria estar aqui. – disse seu pai.
- Que absurdo, para de gritar! - gritou Lowis.
- Você que está gritando. - disse Adam tentando acalma-la.
- Pare de gritar Lowis, porque não senta aqui no meu colo e conversamos sobre o Kevin? – disse seu pai, parecendo louco.
- Quem é Kevin? Para com isso!!! - gritou Lowis.
Joseph começou revirar os olhos entortando os braços e deu um grito, de repente ele voltou à posição que estava antes, e ficou com a boca um pouco aberta e com o olhar fixo para a parede branca.
- Lowis? Está ai ainda? Eu disse que voltaria não disse?

Então Lowis entendeu. Elizabeth havia possuído o seu pai.
Mas não faz uma hora. – pensava Lowis.
- Mas não faz uma hora. – disse Lowis
- Lowis pelo amor de Deus! O que está acontecendo com vocês? - perguntou Adam.
- Ah! Olá Adam. Tudo bem com você? Nossa, que mal educada da minha parte! Eu sou Elizabeth. A mais nova amiga de sua esposa. – dizia Joseph com uma voz distorcida.
- Ah! Oi. –disse Adam confuso.
- Olha aqui! Para de me atormentar e para com isso! Olha só o que você está fazendo com o meu pai! - gritou Lowis.
- Não fale dessa forma comigo! Você não sabe com quem está se metendo garota. Eu posso fazer qualquer coisa com você e com as pessoas que mais ama.
Lowis paralisou.
- Desculpe! Por favor, não machuque ninguém. – disse ela.
- Tudo bem, mas eu preciso falar com você ainda, vá logo para casa. – avisou-lhe Elizabeth.
- O.K. Eu vou, mas antes saia do meu pai. Por favor. - disse entre lágrimas e soluços.
- Seu desejo é uma ordem. – disse Elizabeth e de repente seu pai piscou os olhos como se estivesse acordando de um sonho.
- O que aconteceu? - disse Joseph.
- O senhor ficou... - começou Adam.
- Nada, você não ficou nada. - interrompeu Lowis.
- Então Lowis, vamos continuar nossa conversinha. – disse seu pai.
- Não, outro dia tá? Tchau. Vamos Adam. - e o puxou para fora até o corredor.
Eles saíram andando muito rápido do quarto e Adam começou o interrogatório:
- Docinho, me fala o que está acontecendo, como você fala com uma voz do além? Desde quando? – perguntava confuso.
- Adam, ela disse que precisa de mim, para eu atrair um tal de Angel, para ele a tira-la de um lugar onde uma tal de Katrina a prendeu e... E falou do Kevin. - Lowis sacudiu a cabeça olhando para baixo.
- Tirar da onde? E quem é Kevin?
- Sei lá acho que uma tumba ou um lugar muito profundo.
- Como assim? Ela está morta?
- Eu sei lá, mas eu estou assustada.
- E o Kevin? Quem é esse Kevin?
- O Kevin? - ela suspirou. – Ah! Adam lembra quando eu fiquei grávida?
- Claro e o nosso bebê nasceu morto! O que tem isso? - disse ele assustado.
- Ele não está morto, ele é o Kevin.
- Como assim Lowis? Para com isso.
- Me deixa falar! Olha, ele nasceu acho que desmaiado, sei lá, por que ele é metade humano e metade vampiro, por isso está vivo ainda.
- Até você com essa de vampiro? Para.
Eles desciam as escadas até o estacionamento.
- Lembra aquela velha lá que fez aquele ritual e no final das contas ela que pegou nosso filho no hospital? Então, eu acho que ele está com ela, vou perguntar para a Elizabeth direito quando chegarmos em casa.
- Então é isso que é algo surreal que estava por vir?
- Deve ser. Adam eu estou muito assustada, você acredita em mim?
- É claro que eu acredito em você docinho.
- Você não vai me abandonar, não é?
- Claro que não, vou até o fim com você, ainda mais que descobrimos que o nosso filho está vivo. Eu morreria por você. - disse ele com um meio sorriso.
- Não diga isso Adam! Você nunca precisará morrer por mim! Nunca! Jamais! Eu amo você muito. Agora vamos logo para casa.
- Você viu só o jeito que ela falou com você? Não está com medo?
- Não. Quero dizer... Ah! Sei lá. Estou assustada, mas não com medo, e outra até estou gostando dela.
- HA! HA! Tudo bem vamos. - disse Adam com uma risadinha.
Eles entraram no carro e foram para casa.
                     
                                                                                  ****    
- Angel! Você ficou louco ou é o seu lado feminino mesmo?- perguntou John.
- O que? Do que está falando?- perguntou Angel confuso.
- Ontem os rapazes disseram que você tinha entrado em surto.
- Não me lembro de nada.
- Disseram que você falava da Elizabeth.
- O que? Nada a vê!
- Então o que aconteceu?
- Eu... Eu realmente não me lembro.
- Eu estou achando que a morena está mais próxima de nós agora.
- Que?
- Que o que?
- Que morena?
- A Elizabeth.
- Ahhh... A vaquinha.
- Então?
- Então o que?
- Nossa! Antes eu pensei que fosse delírio dos caras, mas você está realmente esquisito - espera aí. O Angel sempre foi esquisito, pensou, depois prosseguiu. - O que aconteceu com você?
- Nada de nada!
- Nada? Ah! Tem certeza?
- Tenho! Ontem eu só matei umas pessoinhas, matei um vampiro cujo eu não lembro o nome e dormi! Normal na vida de um americano.
- Hummm... Ainda estou te achando meio besta...
- Besta? Respeite-me ou você vai ver os anjinhos mais cedo- ele parou e disse para si mesmo. - Ou serão os capetinhas? Ah! Que seja! De todo o jeito você baterá as botas mais cedo!
- O.K.
- Agora o que te contaram de mim?
- Eles disseram que você estava estressado - como sempre, pensou. - Daí de repente começou a dizer umas coisas muito nada vê e ficou tendo um ataque, como um ataque de pânico.
- Interessante... Mas não me lembro de nada disso não.
- Que seja.
Ele analisou a expressão de John.
- O que você está pensando? Se você me responder eu lhe concedo mais um ano de vida. – disse-lhe como um pai dizendo à seu filho: se você tirar esse brinquedo da boca eu lhe dou um chocolate.
- Acho que Elizabeth tentou controlar a sua mente ontem.
- O que??? - ele gritou.
- Eu creio que sim.
- Se eu encontra-la eu vou esgoelar ela!
- Como?
- Esgoelando!- sua barriga roncou- mas não agora, vou caçar.
E saiu pela janela para a escuridão da cidade.
                                                                               ****

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