terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

capítulo 3

Capítulo 3

Nova York, 2011
Então 15 anos se passaram, muita coisa aconteceu, e com isso todas aquelas dores sumiram esquecidas com o tempo, aquela garota de 15 anos agora era uma mulher de 30 anos, Lowis se casou com Adam aos 22 anos, aos 23 se formou em letras e escreveu um livro que não fez sucesso, depois começou a trabalhar numa editora chamada April Everyday, uma editora não muito conhecida, que nunca lançara um livro que fizesse sucesso, e neste momento estavam quase falindo:
- Estamos com sérios problemas. - dizia Carl andando de um lado para o outro.
- Nós vamos sair dessa. - disse Lowis.
- Se nós não criarmos um bom livro seremos despedidos! O chefão vai nos botar no olho dos 7 quintos abaixo!
- Não fale besteira, nós criaremos uma boa história.
- Creio que não, nós só temos uma semana para escrever um livro de pelo menos 200 páginas! To ferrado.
- Que melodramático. - e riu.
Neste momento Lauren chegou, como sempre, piorando as coisas.
- É! Carl você está certo. Todos nós estamos danados de ferrados! Já era essa editorazinha de quinta.
- Essa editorazinha de quinta foi a única que te acolheu já que suas historias de fazer bebe dormir foram rejeitadas por mais de 27 editoras. - lembrou lhe Lowis.
- Ah me poupe Lowis, foi a mesma coisa do que nada.
- Caramba, você é muito imbecil.
- Você que é sonhadora demais, a April Everyday nunca vai lançar um sucesso, nunca lançou em 20 anos desde sua inauguração.
- Sempre tem a primeira vez pra tudo.
- Ah! Que seja! Depois não venha choramingar quando tudo der errado.
- Lowis, o que você pensa em fazer?- perguntou Carl.
- Ainda não tenho uma ideia... - Lauren bufou -... Mas vamos reunir o pessoal e juntar ideias, daí veremos o que cada um pensa, e faremos um bom livro.
- Boa ideia. - Carl a parabenizou.
- O que acha Lauren?
- Tanto faz- deu de ombros.
- Vou considerar como um sim.
  ****
Um dia claro. Angel odiava dias claros, ele estava sentado numa cadeira de madeira observando da janela a movimentação da cidade com um copo de sangue na mão, então John entra:
- Conseguiu acha-los?
- Não Senhor.
Ele levantou com uma fúria imensa e jogou o copo no chão quebrando-a em milhões de pedaços.
- Já estou farto de tudo isso, 15 anos e nada daquele garoto! Da ultima vez que eu vi a besta da Katrina ela não estava com ele e ainda quase arrancou minha cabeça se eu voltasse a procura-los, eu quero poder eu preciso de poder! - ele pensou - Como posso atraí-los até mim?
- Capturando algo que eles amam?
- Boa ideia, mas o que o garoto tanto ama?
- Sua mãe?
- Creio que não, por culpa dela ele é um monstro, ela bebeu sangue de vampiro no dia que ela pensou que faria uma mágica para a criança sumir, ela foi muito má, devia ir para o inferno.
- Então?
- Verei o que ele mais ama e capturarei, mas isso dará trabalho, preciso de ajuda, chame mais vampiros, mas se por acaso não tiver nada que ele ame nós faremos um feitiço com as vampirinhas bruxas, mas ele é meio humano deve ter lá as suas fraquezas, vamos, nós temos um servicinho a tratar. - e lançou um sorriso maligno.
****    
Toda a equipe da editora se reuniu para entrarem em acordo, entre eles estavam Lauren Muyputt, Rose Garden, Robert Homsmet, Dayse Steuart, Carl Nowel, Ed Alams, Suse Wobwr e obviamente Mandy Lowis Del Simon:
- O que vocês têm em mente?- Lowis perguntou olhando de rosto a rosto, mas ninguém respondeu então Suse levantou a cabeça:
- Que tal falarmos sobre vampiros, está super na moda, muita gente que gosta de coisas psíquicas pode gostar!
Lowis sentiu uma pontada de arrepio, mas gostou da ideia.
- Quem discorda?- perguntou Robert.
- Acho isso meio idiota. - protestou Lauren.
- Então nos diga a sua ideia Lauren, estamos aqui para entrarmos em acordo, o que você tem em mente?
Ela pensou.
- Fadas e duendes?
Todos riram. Mas Lowis foi a única séria.
- É uma boa ideia.
- Sério?
- Sério. Se nós fossemos escrever para crianças, mas o caso é que devemos fazer também para o publico adulto.
- Eu tive uma ideia. - disse Dayse olhando para Lowis.
- Fale.
- E se nós nos dividíssemos, um grupo escrevesse para as crianças e o outro para adultos?- sugeriu.
- Maravilhosa ideia. - Lowis concordou - O que vocês acham?
Todos concordaram.
- Ótimo, vamos dividir os grupos, quem quer fazer com a Lauren?
Dayse, Suse, Ed e Robert levantaram as mãos.
- Mas não devíamos dividir em igual? - perguntou Rose.
- Acho melhor cada um escolher onde se sentirá mais a vontade.
- É! Boa ideia. Eu estou no seu grupo.
- Eu também. - respondeu Carl.
- Ótimo! Mãos na massa pessoal! Segunda todo mundo aqui para começarmos.
- Talvez fosse melhor cada um bolar sua ideia e trazer pronto na segunda.
- Isso! Legal. O que vocês acham?
Todos concordaram novamente.
- Perfeito-disse Lowis com um sorriso no rosto.
****
Havia centenas de vampiros ao redor de Nova York, se espalhando por toda a cidade à procura de algo ligado à Kevin Del Simon, o filho de Mandy Lowis. Josh, irmão de John, fora encarregado de comandar a 'tropa' de Angel, ele havia oferecido muita riqueza se tudo se saísse como ele esperava. Os humanos nem suspeitavam dos mortos vivos saltando de prédio em prédio à procura de Kevin, já com 15 anos.
- As vezes a imprestável da... Como era mesmo o nome dela? Ah! Nancy! Às vezes me arrependo de tê-la matado... Ela, mesmo sendo feiosa e chata era mais útil do que vocês!- gritava Angel à Josh.
- Mas senhor, não ha indícios de algum ciclo na vida dele, é como se ele não existisse ou vivesse no subterrâneo e nunca tivesse tido contato com humanos.
- Não é possível! Precisa haver algo! Eu sinto! 
- Katrina é muito esperta. Pensa em tudo, sempre.
- Ela não vai ganhar!
- Será?
- Claro! Veja bem, quando o garoto descobrir que ela só o está usando, ela perde seu "reinado" para sempre!
- Não entendo.
- Vou lhe contar um segredinho. - ele se aproximou e continuou- um ano depois de Katrina ter roubado a criança eu fiquei meio confuso, eu havia me lembrado de uma coisa que Nancy tinha me dito.
- O que?
- Ela disse que a parasita, mais conhecida como Katrina, tinha o capturado e o levado para longe de mim porque eu já era ruim sem poderes fortes imagina possuindo poderes, mas daí veio à minha cabeça, a Katrina é uma das vampiras mais malvadas e calculistas que existem, quando digo ruim quero dizer ruim mesmo! O pequeno garoto não sabe, mas ela mata por prazer e sem motivo, como a Elizabeth- ele cuspiu esse nome, depois prosseguiu- pra que ela iria querer proteger os humanos de mim? Tá. Eu juntei as peças e cheguei à conclusão, ela ama o sabor da conquista, então ela faz com que o garoto pouco a pouco se apaixone por ela e depois nhec! Já era o pentelho e outra coisa, ela não quer que outro vampiro tenha poderes maiores que o dela. Egoísta, né?
- Isso não faz sentido.
- Claro que faz. Ela é muito doida, só pensa em si mesma, nada melhor que ter poder. Como você acha que ela chegou a tal ponto? Acha que ela já nasceu forte?
- Que vagabunda.
- Muito vagabunda... Em todos os sentidos. Agora eu tenho que pensar em como atrai-la.
- Mas a nossa busca não era outra coisa?
- Era... agora eu acho que o nosso plano começa a andar.
- Como assim? Fala a minha língua.
- Não fala assim comigo, criança.
- Desculpe-me.
- Continuando, eu acho que se capturarmos de algum modo a vagab... Katrina, teremos o Kevin.
- Mas ela é muito poderosa.
- Todos tem seu ponto fraco.
- E qual é o dela?
- Neste momento? Eu acho que só um nome te explicaria: Lowis.
****
Todos os escritores de April Everyday se reuniam. Lowis, Rose e Carl estavam em uma das salas do prédio a sós discutindo sobre o que fariam:
- O que vocês acham de uma história sobre uma humana que se apaixona por um vampiro? - propôs Carl.
- Acho que já existem muitas histórias assim. - protestou Rose.
- Hummm... Então o que podemos fazer?
- Nós temos um final de semana inteiro para pensarmos bastante, então vamos fazer o seguinte, cada um inventa algo até domingo, daí na segunda entramos em acordo, decidimos qual será o mais apropriado. O que acham?- disse Lowis.
- O.K. - Rose concordou.
- Também estou de acordo.
Lowis olhou no relógio de pulso de Carl e levantou num pulo.
- Caramba! Já é 18h00min! Tenho que correr. Hoje o Adam chega mais cedo. É o nosso aniversário de casamento!
- Aí sim, hein. - disse Carl - Parabéns!
- Obrigado.
- Lowis, o presente de vocês já está lá na sua casa, mandei pelo correio e chega hoje ou já chegou.
- Ahhh. Obrigado - e foi em sua direção para abraça-la. - Agora eu tenho que ir voando, se não ele vai ficar muito triste!
- Deixa que eu leve vocês, gostaria de ver o Adam, ele é meu amigão. -disse Carl.
- Tá bom. Vamos?
E partiram para o carro de Carl, na noite de lua cheia.
 ****
Quando chegaram na casa, o carro de Adam já estava na garagem, eles saíram de fininho do carro até a porta e o abriram, eles pretendiam fazer uma surpresa mas Adam ouviu o bater da porta.
- Lowis é você?
Ela se virou para Carl e Rose.
- Droga! Ele ouviu o rugido dessa porta velha!- sussurrou.
- Vai lá que nós colocamos o bolo e os salgados na cozinha- disse lhe Rose.
- É! Enquanto isso você o distrai.
- Como?- disse ela com certa insegurança.
- Ah sei lá, é o aniversário de casamento de vocês, da uns beijinhos nele, dai a hora que for para vocês irem à cozinha eu dou um toque. - disse Carl.
Ela riu. Onde se viu, 'da uns beijinhos nele', ela daria mais que isso, pensou com um certo sorriso .
- O que você acha?
- Legal.
- Lowis, é você? - ele gritou da sala.
- Tá. Eu vou lá. - e se fora até ele.
Ela chegou por de trás dele devagar para dar um susto, mas ele se virou.
- Caramba! Quer me matar de susto?
- Não era para você se virar.
Lowis se sentou ao seu lado, ele estava com um cobertor marrom todo de lã, ela começou a fingir estar assistindo com ele.
- Desde quando você gosta de futebol?
- Desde hoje.
- Hummm.
- Que foi? É verdade.
- Sei.
- è sério.
Ela começou a reparar o que ele vestia, estava com uma calça skinni preta, uma camiseta branca das adidas com uma jaqueta de couro preta, um All Star preto e estava numa posição de 'to largadão', tão sexy, pensou Lowis. Então ela se lembrou do que o Carl lhe disse à uns minutos atrás, de dar uns beijinhos nele...
- Que foi?
- Nada. - ela mordeu os lábios.
- Lowis você está me dando medo. Está até parecendo uma estupradora maníaca antes de atacar.
Ela riu.
- Ah, é mesmo? Desde quando você tem medo de mulheres? - ela sentou em seu colo.
Ele ficou mudo encarando seus lábios, ouve um momento de silencio, seus lábios à um centímetro, então um barulho. O sinal. Logo agora?- Pensou.
- O que foi isso?
- Nada. - disse ela voltando toda a sua atenção para a boca dele.
 POFFT!
- Oh! Merda! Espera aí. - disse para seus amigos na cozinha, mas Adam achou que fosse para ele.
- Lowis, tudo bem. Eu vou lá ver o que é.
- Não! - ela quase gritou.
- Deve ser um rato.
- Vamos lá ver juntos?! - disse ela praticamente o puxando até a cozinha.
Eles foram até a porta de madeira da cozinha e quando ele acendeu a luz não tinha ninguém.
- Ué? Cadê? - perguntou Lowis confusa.
- Cadê o que Lowis? - ele perguntou confuso.
E quando eles se viraram encontraram um coro.
- Parabéns pra vocês...
- Cadê isso. - ela respondeu a pergunta de Adam.
- Nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de casados!
E ele assoprou a vela do bolo que estava nas mãos da Rose.
- Eu pensei que fosse na cozinha.
- È! Mas o aniversário também é seu, então resolvemos fazer uma "surpresa" para você também! - respondeu Carl.
- Tá.
- Nós vamos comer esse bolo sim ou não? - perguntou Adam.
- É claro! - disse Rose.
- Então vamos ao ataque! - exclamou Adam.
    ****

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